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De rajadas de 35 nós à calmaria: Santos-Rio tem travessia difícil e sete desistências

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De rajadas de 35 nós à calmaria: Santos-Rio tem travessia difícil e sete desistências

A 76ª Regata Santos-Rio submeteu as tripulações a dois desafios opostos durante aproximadamente 200 milhas náuticas de travessia: mais de 24 horas de vento e mar contra, com rajadas relatadas de até 35 nós, e uma redução acentuada da intensidade do vento na aproximação ao Rio de Janeiro.

Até o início da tarde de sábado (24), sete barcos haviam abandonado a prova, enquanto o Crioula 52, de Eduardo Plass, conquistava a Fita Azul ao chegar primeiro à Ilha Rasa.

O veleiro completou a regata à 1h33min27s de sábado, depois de largar de Santos na quinta-feira (22).

A prova reuniu 35 embarcações e marcou o início do Campeonato Brasileiro de Oceano de 2026.

Segundo Ricardo Baggio, conhecido como Kadu, diretor de vela do Iate Clube do Rio de Janeiro, os ventos de leste e nordeste mantiveram a flotilha em contravento durante boa parte do percurso, obrigando as tripulações a enfrentar ondas de proa e maior exigência sobre os equipamentos.

“Foram mais de 24 horas de vento e mar contra, o que exige muito do barco, dos equipamentos e das tripulações”, explicou.

Avarias provocam retiradas Das sete desistências registradas até o início da tarde de sábado, quatro foram de embarcações da RGS-Cruiser, duas da ORC e uma da Bra-RGS.

De acordo com Kadu, a maioria esteve relacionada a quebras de equipamentos ou avarias, com maior concentração na RGS-Cruiser.

A intensidade do vento atingiu níveis elevados durante a travessia.

Bayard Neto, comodoro da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), que participou da regata a bordo do Inaê Soto40 Transbrasa, relatou rajadas de até 35 nós.

“Sabíamos que seria uma regata bastante dura, bastante intensa, e uma boa estratégia seria necessária”, disse.

Da força do vento à dificuldade de avançar A partir da segunda parte do percurso, a intensidade do vento diminuiu gradualmente.

Na aproximação à Ilha Rasa, algumas embarcações passaram a enfrentar dificuldades para manter a velocidade.

O Crioula 52, que liderava a travessia, demorou quatro horas para percorrer as últimas três milhas náuticas.

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