Cogna aumenta receita em 18% no 2° tri e mira dívida menor, dividendos e aquisições
Cogna: empresa registrou lucro líquido de R$ 148,9 milhões no segundo trimestre de 2026 (Cogna/Divulgação)
A Cogna (COGN3) fechou o segundo trimestre de 2026 com avanço de 17,8% na receita líquida, que chegou a R$ 1,96 bilhão. O lucro líquido foi de R$ 148,9 milhões, alta de 25,3% na comparação anual. O principal destaque do trimestre, porém, veio da geração de caixa livre (GCL). O indicador somou R$ 251,9 milhões entre abril e junho, alta de 87,8% em relação ao mesmo período de 2025.
Com isso, a Cogna acumulou R$ 504,3 milhões em geração de caixa livre no primeiro semestre , 77,7% acima do registrado nos seis primeiros meses do ano passado.
O valor acumulado em apenas seis meses equivale a mais de dois terços dos cerca de R$ 700 milhões gerados pela companhia ao longo de todo o ano de 2025. Esse dinheiro, segundo Roberto Valéio, CEO da Cogna, já tem caminho traçado .
O primeiro pilar é a redução da dívida, que já recuou em R$ 21,8 milhões ou 0,8% no 2T26 em relação ao 2T25, passando de R$ 2.79 bilhões para R$ 2,77 bilhões. A companhia atingiu, ao final do 2T26, uma alavancagem (Dívida Líquida/EBITDA Ajustado) de 1,10x contra 1,22x no 2T25.
“Não temos um problema de alavancagem, inclusive, é a menor desde 2017, mas qualquer dívida que exista hoje paga quase 15% de juros, então isso é a prioridade. Olhando para frente, não parece ter uma perspectiva de queda na taxa de juros tão rápida, por isso vamos continuar focando em reduzir a dívida com a geração de caixa que temos”, pontua o CEO em entrevista à EXAME.
A última emissão de dívida ocorreu justamente em novembro de 2025, com captação de R$ 1 bilhão via debêntures, com custo de CDI + 0,64% e prazo de três anos. Basicamente, os recursos levantados na operação foram usados para cobrir a parte mais cara do endividamento.
O segundo pilar é retornar o acionista através de dividendos ou recompra de ações. Em fevereiro deste ano, a Cogna distribuiu R$ 120 milhões em proventos. Em maio, distribuiu outros R$ 28,56 milhões. A última vez que a empresa havia pago dividendos foi em 2020.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.