Antes de reunião entre Trump e Xi, China pede 'cautela extrema' aos EUA sobre Taiwan
Presidente chinês é recebido por Trump nos EUA antes de reunião oficial nesta quinta A China pediu nesta quinta-feira (24) que os Estados Unidos tenham "cautela extrema" sobre a questão de Taiwan e qualquer venda de armas à ilha asiática horas antes de uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Washington D.C. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Deve-se enfatizar que a questão de Taiwan é a mais importante nas relações entre China e EUA, e manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan é a maior questão de interesse comum dos dois países", disse o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Jiang Bin, durante coletiva de imprensa em Pequim.
"Espera-se que o lado americano trate a questão de Taiwan com extrema cautela", acrescentou.
Jiang Bin também afirmou que a China deseja manter "estável, saudável e sustentável" a relação militar com EUA.
O alerta veio apenas horas antes de reuniões bilaterais entre Trump e Xi nesta quinta-feira.
Os dois líderes também farão discursos, trocarão presentes e terão um jantar de Estado no Kennedy Center, em Washington D.C., e também na Casa Branca.
Xi Jinping faz uma visita de Estado aos EUA pela 1ª vez em quase uma década.
Trump recebe XI Jinping em Washington Jonathan Ernst/Reuters As declarações de Jiang também ocorreram horas após o governo de Taiwan ter agradecido aos EUA por seu apoio e dizer que mantinha as comunicações com a Casa Branca antes da cúpula entre Trump e Xi.
O alerta lembrou um outro ocorrido em maio, durante visita de Trump à China, quando Xi deu um recado veemente ao presidente norte-americano de que há um risco de um "conflito" entre seus países caso a questão de Taiwan seja mal conduzida.
Taiwan é um dos principais pontos de tensão entre as duas potências.
A China considera a ilha parte do território chinês, enquanto os Estados Unidos atuam para garantir a autonomia da região.
Nos últimos anos, os EUA forneceram armas a Taiwan, o que irritou Pequim.
Em resposta, o governo chinês ampliou a presença militar no entorno da ilha, o que também provocou críticas americanas.
Embora o governo Trump tenha aprovado em dezembro um pacote de US$ 11 bilhões (cerca de R$ 56,9 bilhões) em armas para Taiwan, o maior já realizado, um segundo pacote, de cerca de US$ 14 bilhões (R$ 72,3 bilhões), está travado há meses.
Trump vê pacote de armas a Taiwan como moeda de negociação Taiwan: uma peça com potencial explosivo no tabuleiro China-EUA Reprodução/TV Globo Xi deve pressionar Trump a interromper completamente as vendas de armas para Taiwan durante sua visita a Washington, disseram à agência de notícias Reuters fontes informadas sobre o assunto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.