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Quem é o jovem de 17 anos que viralizou em protesto contra Macron

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Quem é o jovem de 17 anos que viralizou em protesto contra Macron

Um adolescente de 17 anos virou fenômeno nas redes e se tornou uma das vozes mais conhecidas das manifestações estudantis na França nos últimos dias.

Fama veio quase que por acaso. Elwan foi entrevistado no domingo (4) pelo produtor de conteúdo Vincent Lapierre, muitas vezes associado à direita radical francesa, enquanto jovens protestavam motivados por reivindicações estruturais e educacionais .

Essas pessoas se dizem patriotas, então que amem a França até o fim, até o seu futuro. Que eduquem a juventude!

Estamos nos manifestando em solidariedade a todos os estudantes dos subúrbios parisienses, especialmente os da periferia, que não têm recursos suficientes para se manterem aquecidos no inverno e frescos no verão... eles nem conseguem frequentar as aulas normalmente, mesmo sendo estudantes como nós aqui. Elwan, em conversa com Vincent Lapierre

Gravação viralizou nas redes sociais. O vídeo chegou a 10,3 milhões de visualizações no X (antigo Twitter), segundo reportagem do Le Parisien.

Jovem estuda em escola pública em Paris. Segundo o Le Parisien , ele faz o ensino médio na Lycée Jacques-Decour, no 9º distrito da capital francesa. O complexo escolar abriga cerca de 1.700 alunos, inclui o ensino fundamental, o ensino médio e turmas preparatórias

Adolescente ainda não pode votar. Aos 17 anos, Elwan participa das manifestações e ganhou projeção nacional, mas ainda não tem idade para votar nas eleições francesas.

Ativista vai além de temas sobre educação e fala sobre violência e desigualdade. "Nos subúrbios, a violência é muito mais vantajosa para os indivíduos porque eles não têm nada (...) Eu falava com você ontem sobre segregação social: existe um bairro bom e outro ruim. O governo não está nem aí para um, mas se importa imensamente com o outro", disse ele, convicto.

Estudante também diz ser contra Macron, Lecornu e a elite da política francesa. "Não queremos mais Macron [presidente da França]. Não queremos mais Lecornu [primeiro-ministro francês]. E aquele outro cara, [Édouard] Geffray [atual ministro da Educação no país], que nem sabe escrever uma palavra simples e ainda se diz chefe da educação. Pois bem, ele deveria sair, entende?", afirmou o jovem, que manifestou o desejo de ver a extrema-esquerda no poder na França.

Não queremos esses governos sucessivos que são absolutamente inúteis. Macron já provou há muito tempo que é incompetente. Ellwan, em vídeo divulgado pelo Le Reporter indépendant

Cerca de 256 mil pessoas, segundo o Ministério do Interior francês, marcharam nesta terça-feira (6) em cidades como Paris, Marselha, Lyon e Lille, no maior dia de um movimento de estudantes do ensino médio que já dura mais de duas semanas . Os organizadores falam em 450 mil. Professores, pais, sindicatos e partidos de esquerda engrossaram os atos, em sua maioria pacíficos, mas que terminaram com confrontos e gás lacrimogêneo em Paris. Foram 488 detidos no dia, e 43 policiais ficaram feridos, segundo o governo.

O movimento começou em 21 de setembro, em apoio a professores em greve numa escola de Créteil, na periferia de Paris, e se espalhou pelo país.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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