Lei Seca: Fiscalização vai detectar o uso de drogas, diz especialista
A fiscalização da Lei Seca no Brasil está prestes a passar por mudanças significativas.
Em entrevista à CNN nesta terça-feira (18), Carlos Augusto Elias, mestre em engenharia de transportes pela UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), explicou como a nova regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito vai ampliar a capacidade de identificar motoristas sob influência não apenas de álcool, mas também de outras substâncias psicoativas.
Segundo Carlos Augusto Elias, a fiscalização de drogas já era prevista na legislação de trânsito brasileira há anos.
“O que nós estamos hoje implementando, a partir do Conselho Nacional de Trânsito, é a ampliação da fiscalização por parte de equipamentos que não existiam”, afirmou.
Enquanto o etilômetro tradicional detectava apenas o consumo de bebidas alcoólicas, o chamado “drogômetro” permitirá identificar, por meio da saliva, se o condutor fez uso de substâncias psicoativas como maconha, LSD ou cocaína.
Como funciona o “drogômetro” Leia Mais Renovação automática da CNH vira lei, mas muda pouco na prática Renovação automática da CNH não existirá, afirma especialista em trânsito Governo atualiza mecanismos de controle para evitar fraudes em combustíveis Carlos Augusto Elias destacou que, atualmente, a fiscalização de drogas nas vias só ocorre com base no exame toxicológico, que não constata o uso no momento da abordagem, mas sim numa janela de detecção dos últimos 90 dias.
Com o novo equipamento, será possível verificar se o motorista está sob influência naquele exato momento.
“Desta vez, nós trazemos um elemento realmente muito mais realista de constatação se aquele indivíduo está sob influência naquele momento”, declarou o especialista.
Bafômetro passivo e a possibilidade de reteste Além do “drogômetro”, a nova resolução deve trazer outras duas novidades.
A primeira é o bafômetro passivo , um equipamento de triagem que detecta a presença de álcool no ar sem que o motorista precise soprar diretamente no bocal.
Carlos Augusto Elias explicou que esse recurso agiliza as blitz, pois permite identificar rapidamente quais condutores devem ser submetidos ao teste regular.
“Quando você não tem um pré-teste, todas as pessoas são paradas.
Muitas vezes, as equipes não têm como abordar muitas pessoas”, observou.
A segunda novidade é a previsão legal para o reteste .
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