Malware usa poesia para infectar mais de 3 mil dispositivos
Pesquisadores de cibersegurança da Lumen’s Black Lotus Labs descobriram uma campanha que usa poesia publicada no GitHub para controlar um malware e infectar servidores vulneráveis.
A operação já comprometeu mais de 3 mil dispositivos , segundo os especialistas, que chamaram a técnica de “poesia adversarial”.
O ataque começa quando o invasor encontra serviços expostos na internet que apresentam vulnerabilidades, como LiteLLM ou Ollama.
Depois, instala o PoeLLM , um malware que acessa o GitHub em busca de um poema aparentemente criado por inteligência artificial .
O texto funciona como uma espécie de mensagem escondida para o malware .
O PoeLLM procura palavras específicas nos versos, como “driver”, “diode”, “decryption” e “tick”.
Cada uma delas corresponde a um número definido previamente no código do malware.
Ao juntar esses números, o programa consegue descobrir um endereço de internet e entrar em contato com o servidor que controla a operação.
A partir desse contato, os criminosos podem enviar novas instruções aos dispositivos infectados.
Na maioria dos casos, o PoeLLM instala o XMRig , um programa usado para minerar Monero.
Com isso, o computador da vítima passa a utilizar seus próprios recursos, como processamento e energia, para gerar criptomoedas para o invasor.
O malware também pode procurar outros sistemas vulneráveis para ampliar a campanha.
A estratégia permite mudar o endereço do servidor de controle sem modificar o malware.
Para isso, os criminosos alteram determinadas palavras no poema publicado no GitHub .
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