ONU diz que sanções dos EUA contra o Tribunal Penal Internacional são 'inaceitáveis'
Navi Pillay, jurista que venceu Nobel da Paz, se diz surpresa e alfineta Trump A decisão dos Estados Unidos de impor novas sanções ao Tribunal Penal Internacional nesta sexta-feira (9), foi condenada publicamente por várias autoridades internacionais. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O anúncio, que ocorreu horas depois de uma das ex-juízas do TPI, Navi Pillay, ser anunciada como a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, mobilizou ministros de países europeus, além de órgãos internacionais como a ONU.
O atual Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que ocupa o cargo ocupado por Pillay até 2014 - afirmou em um comunicado que as sanções são "inaceitáveis".
"Estas sanções - as últimas até a data de uma série de medidas de represália contra a CPI e seu pessoal pelo trabalho que desempenham a cada dia para fazer avançar a obrigação de prestar contas pelas violações mais graves dos direitos humanos - são inaceitáveis", declarou Volker Türk.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também criticou a medida e disse estar "profundamente alarmado".
"A decisão de hoje representa um duro golpe para nossa busca coletiva por justiça penal internacional, da qual o TPI é um pilar fundamental.
O secretário-geral reitera seu apoio inabalável à independência do Tribunal e de seus funcionários", declarou o porta-voz dele, Stephane Dujarric, a jornalistas. 👉 Não é de hoje que Washington demonstra hostilidade em relação à corte, com imposição de sanções a seus promotores e juízes.
No entanto, a medida de agora vai além, podendo punir empresas que prestam serviços ao tribunal.
Rubio fala em acabar com o TPI A agência de notícias Reuters teve acesso a um comunicado assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, antes do anúncio oficial da decisão.
Pouco depois, o Departamento do Tesouro dos EUA confirmou a medida.
"O presidente Trump jamais permitirá que o Tribunal Penal Internacional processe cidadãos americanos. [...] Proibiremos transações com esse tribunal desonesto, cortando seus recursos e prejudicando sua capacidade de operar", disse Rubio.
Em um pronunciamento em vídeo, Rubio defendeu acabar com o TPI.
"Ou o TPI acabará com suas ameaças, ou nós acabaremos com o TPI".
O secretário também solicitou que seus aliados façam pressão sobre a Corte.
"E esperamos que nossos aliados, muitos dos quais fazem parte do TPI e dependem dos militares americanos para sua defesa, controlem esse tribunal fora de controle".
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