Governo Trump impõe sanções ao Tribunal Penal Internacional após ex-juíza ganhar Nobel da Paz
O governo do presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , anunciou nesta sexta-feira, 9, novas sanções contra o Tribunal Penal Internacional ( TPI ), poucas horas depois de a ex-juíza da instituição Navi Pillay receber o Prêmio Nobel da Paz .
A decisão amplia a ofensiva de Washington contra a corte, sediada em Haia, nos Países Baixos , e pode prejudicar seu funcionamento ao punir empresas americanas que prestam serviços ao tribunal.
Em comunicado obtido pela agência de notícias Reuters, o secretário de Estado americano, Marco Rubio , afirmou que o governo não permitirá que cidadãos dos Estados Unidos sejam processados pelo TPI.
“O presidente Trump jamais permitirá que o Tribunal Penal Internacional processe cidadãos americanos.
É por isso que, hoje, os Estados Unidos estão sancionando o Tribunal Penal Internacional.
Proibiremos transações com esse tribunal desonesto, cortando seus recursos e prejudicando sua capacidade de operar”, diz o documento. + Os recados a Trump na escolha do Nobel da Paz de 2026 Continua após a publicidade As novas restrições vão além das medidas adotadas anteriormente contra magistrados e promotores da instituição.
Com as sanções dirigidas ao próprio tribunal, bancos, seguradoras e empresas de tecnologia americanas podem ser obrigados a interromper a prestação de serviços à corte, dificultando suas operações financeiras e administrativas.
Procurada pela Reuters para comentar a decisão, a vice-procuradora do TPI, Nazhat Shameem Khan, afirmou que as sanções “devem ser condenadas”, mas que não interromperão o trabalho do tribunal.
Continua após a publicidade “As sanções visam minar o Estado de Direito internacionalmente e o trabalho que uma instituição judicial independente está realizando.
Nosso trabalho continuará em todas as nossas situações, nossas investigações e nossos processos”, disse Khan.
Ofensiva contra o TPI A decisão ocorre em meio às tensões entre Washington e o TPI.
Em agosto, o tribunal fez duras críticas aos Estados Unidos após o governo Trump adotar sanções contra sua presidente, Tomoko Akane , e contra o procurador-adjunto Abdoulaye Seye .
De acordo com a corte, a medida foi um “ataque flagrante” à independência do organismo judicial.
Washington, por sua vez, descreve o órgão como “corrupto e irremediavelmente politizado”.
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