Nova geografia da inovação: como ecossistemas redesenham a disputa tecnológica global
O mundo tecnológico tornou-se multipolar | Foto: Canva *Por Franklin Lacerda, economista e CEO da Análise Econômica Durante décadas, a inovação foi associada a um mapa relativamente previsível: Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão concentravam universidades, laboratórios, capital e grandes empresas.
A nova geografia da inovação rompeu essa lógica.
Hoje, a liderança tecnológica não depende apenas do tamanho de uma economia, mas da capacidade de articular talentos, financiamento, infraestrutura digital, energia, ciência e mercado.
A nova geografia da inovação também deixou de ser explicada apenas por fronteiras nacionais.
Ela se organiza em redes que conectam cidades, empresas, fundos, centros de pesquisa e cadeias produtivas globais.
O ranking de clusters da Organização Mundial da Propriedade Intelectual coloca Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou, Tóquio–Yokohama e San Jose–San Francisco nas primeiras posições, mostrando que a unidade real da competição já não é apenas o país, mas o ecossistema.
A disputa entre Estados Unidos e China ficou mais complexa A nova geografia da inovação ajuda a entender por que a rivalidade entre Estados Unidos e China não se resume a quem registra mais patentes ou lança mais empresas.
Os Estados Unidos preservam vantagens em universidades, venture capital, inteligência artificial, software, defesa e plataformas digitais.
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