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Caso Master: Mendonça barrou operação da PF contra “amigo” Castro mesmo com aval da PGR

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Caso Master: Mendonça barrou operação da PF contra “amigo” Castro mesmo com aval da PGR

O ministro André Mendonça , do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um novo pedido da Polícia Federal (PF) para realizar buscas contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) no âmbito da investigação que apura irregularidades envolvendo investimentos do fundo de pensão RioPrevidência no Banco Master.

A decisão, que veio à tona após a queda de sigilo do caso Master — que revelou documentos e informações até então restritas envolvendo a investigação — contrariou a avaliação da própria PF e um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) , que havia concordado com a realização das diligências.

A operação solicitada pela PF tinha como alvo uma sala comercial no Centro do Rio, um imóvel em Petrópolis e dois veículos supostamente utilizados por Castro e pessoas ligadas a ele.

A corporação também pediu autorização para apreender celulares, computadores, tablets, mídias digitais e acessar dados armazenados em nuvem.

A investigação apura suspeitas envolvendo o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, Cláudio Castro, Ricardo Siqueira Rodrigues e outros nomes ligados ao então governo fluminense.

Entre as suspeitas estão crimes contra a administração pública, crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

PF apontou risco de ocultação de provas antes de nova operação Segundo informações reveladas pelo site Metrópoles , a PF sustentou que havia elementos indicando que Castro poderia ter utilizado endereços não registrados diretamente em seu nome para ocultar documentos, valores ou outros elementos de prova.

A PF citou imagens que teriam registrado pessoas ligadas ao ex-governador transportando caixas e outros volumes para uma sala comercial localizada na Rua da Assembleia, no Centro do Rio, na véspera de uma operação anterior.

O imóvel era formalmente alugado em nome de Albano Batista Filho, corretor imobiliário e vice-prefeito de Petrópolis.

A corporação pediu ainda buscas em uma residência localizada no complexo Locanda Della Mimosa, em Petrópolis, e nos veículos Jeep Commander e Toyota Corolla.

A primeira operação contra Castro havia sido realizada em 26 de maio.

Após essa ação, a PF encaminhou uma nova representação ao STF pedindo autorização para ampliar as diligências.

A PGR se manifestou favoravelmente ao pedido.

O procurador-geral Paulo Gonet avaliou que as buscas eram pertinentes e concordou com o acesso aos equipamentos eventualmente apreendidos.

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