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Uma ponte medieval continua atravessando Praga há mais de 600 anos: pedra, torres e estátuas fizeram dela parte da própria cidade

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Uma ponte medieval continua atravessando Praga há mais de 600 anos: pedra, torres e estátuas fizeram dela parte da própria cidade

A obra, iniciada em 1357, só ficou pronta 45 anos depois, em 1402, e ganhou suas 30 estátuas só nos séculos seguintes

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Por que Carlos IV decidiu construir uma nova ponte sobre o Vltava. Quanto tempo levou para a ponte ficar pronta. O que as duas torres nas extremidades da ponte representam. Quando as 30 estátuas passaram a fazer parte da ponte. Por que a Ponte Carlos virou parte da própria identidade de Praga. Uma ponte medieval continua atravessando o rio Vltava em Praga há mais de 600 anos, e a combinação de pedra, torres e estátuas acumuladas ao longo dos séculos fez dela parte da própria identidade visual da cidade.

O rei Carlos IV encomendou a construção de uma nova ponte de pedra sobre o rio Vltava para substituir a antiga Ponte de Judite, construção mais estreita que não resistiu a uma enchente ocorrida em 1342, episódio que deixou a cidade sem uma travessia confiável entre suas duas margens principais.

Essa nova ponte tinha como objetivo conectar diretamente o Castelo de Praga à Cidade Velha, ligação estratégica que Carlos IV considerava essencial para consolidar a importância política e comercial da capital do reino, então em franca expansão sob seu governo.

A construção da ponte começou em 1357, e segundo a tradição, o próprio Carlos IV colocou a primeira pedra em 9 de julho daquele ano, às 5h31 da manhã, horário e data escolhidos por astrólogos reais por formarem, ao serem escritos em sequência, um palíndromo numérico considerado auspicioso.

A obra só foi concluída em 1402, o que significa que a construção da ponte levou cerca de 45 anos até sua finalização completa, período extenso que reflete tanto a escala do empreendimento quanto os desafios técnicos de erguer uma estrutura de pedra tão robusta sobre um rio daquele porte.

A Ponte Carlos é guardada por duas torres em cada extremidade, sendo uma delas construída em estilo renascentista já no século 16 e a outra, de estilo gótico tardio, datada de 1464, diferença estilística que reflete as várias fases de construção e ampliação vividas pela travessia ao longo dos séculos.

Essas torres, além de função defensiva original, oferecem hoje boas vistas ao longo da ponte e sobre as diversas torres e agulhas que caracterizam a paisagem urbana de Praga, elemento que reforça o papel da estrutura como um verdadeiro mirante histórico sobre o restante da cidade.

Uma série de 30 estátuas barrocas foi adicionada à Ponte Carlos ao longo dos séculos 17 e 18, muito depois da conclusão original da travessia em 1402, adição que transformou gradualmente uma estrutura funcional de pedra num verdadeiro percurso escultórico ao ar livre.

Entre essas esculturas está a representação de São João Nepomuceno, figura que, segundo a tradição popular, traz boa sorte a quem toca sua estátua, detalhe que ilustra como elementos religiosos e crenças populares se incorporaram organicamente à experiência de atravessar a ponte ao longo dos séculos.

A Ponte Carlos se tornou parte da própria identidade de Praga porque, ao longo de mais de 600 anos, deixou de ser apenas uma travessia funcional para se tornar um espaço de convivência, arte e simbolis

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