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STF reafirma validade de prazos para registros de armas expedidos antes de 2023

Consultor Jurídico ·
STF reafirma validade de prazos para registros de armas expedidos antes de 2023

O Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou, por unanimidade, que os prazos de validade dos Certificados de Registro (CR) e de Registro de Arma de Fogo (Craf) definidos em 2023 também alcançam documentos expedidos antes da edição do decreto que os alterou.

A questão foi analisada no julgamento em sessão virtual de dois recursos extraordinários que tiveram repercussão geral reconhecida (Tema 1.483).

Magnific Decreto de 2023 aumentou a fiscalização sobre registros e posse de armas de fogo O Decreto 11.615/2023 foi editado no contexto da reformulação da política de controle de armas.

A norma reduziu a validade dos registros de dez para três anos, no caso de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, e para cinco anos nas demais hipóteses.

A controvérsia chegou ao STF em recursos apresentados pela União contra decisões do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

A corte regional havia determinado a preservação dos prazos originais dos certificados já expedidos por entender que os novos prazos poderiam ser exigidos apenas nas renovações futuras.

Para o TRF-5, a aplicação da nova regra a documentos emitidos anteriormente violaria o ato jurídico perfeito e o direito adquirido.

Nos recursos, a União sustentou que o CR e o Craf são autorizações administrativas sujeitas ao controle permanente do poder público.

Por isso, seus titulares não têm direito adquirido à manutenção do prazo originalmente previsto.

A autora da ação argumentou ainda que a redução busca tornar mais frequente a fiscalização sobre a aquisição e a manutenção de armas de fogo.

Jurisprudência reafirmada Em sua manifestação, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, lembrou que a corte já havia reconhecido a validade do Decreto 11.615/2023 e sua aplicação a situações constituídas sob a regulamentação anterior.

No julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 85, o Supremo afastou a alegação de violação à segurança jurídica e ao direito adquirido.

Segundo Fachin, o prazo de validade dos certificados integra o regime administrativo de controle e fiscalização de armas e não é um direito definitivamente incorporado ao patrimônio de seus titulares.

Por isso, alterações posteriores podem alcançar certificados já expedidos, observadas as regras de transição previstas na própria regulamentação.

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