Trabalhadores fogem de salário mínimo e vagas ficam “encalhadas” por até 60 dias
Para quem está desempregado, aceitar qualquer oportunidade deixou de ser uma decisão simples.
Em Campo Grande, trabalhadores que procuram uma colocação no mercado de trabalho estão fazendo as contas antes de aceitar vagas que oferecem apenas o salário mínimo, atualmente de R$ 1.621.
Despesas como aluguel, alimentação, transporte, manutenção de veículos e até o tempo gasto no deslocamento pesam na decisão e ajudam a explicar por que algumas oportunidades permanecem abertas por semanas.
Conforme análise do departamento de gestão da Agência de Empregos da Funsat (Fundação Social do Trabalho de Campo Grande), nos casos em que o anúncio informa apenas um salário mínimo e vale-transporte, sem outros benefícios, e prevê jornada de 44 horas semanais, o tempo de permanência da vaga pode chegar a 60 dias.
O período não significa que um mesmo anúncio fique automaticamente disponível durante todo esse tempo.
Uma oferta é aberta inicialmente para expirar em 15 dias e só permanece ativa quando há atualização que mantém o cadastro vigente.
No cenário de uma vaga que chega a ficar encalhada por 2 meses, isso pode representar quatro tentativas de publicação.
O setor de Vagas e Emprego da Funsat mantém contato com as empresas anunciantes para acompanhar o andamento das oportunidades, desde a abertura até o fechamento, além de informar quando é necessária uma nova atualização para que a oferta continue ativa.
Nesse diálogo com os empregadores, a equipe tem observado, nos últimos anos, que é comum a republicação de anúncios ocorrer com salários maiores ou com a inclusão de benefícios.
Segundo dados do Painel de Intermediação da Agência de Empregos, em média, as ofertas com remuneração entre um salário mínimo e um salário mínimo e meio representam 70% do total de oportunidades anunciadas.
Realidade - Mais do que perguntar se R$ 1.621 é suficiente, a realidade de quem procura emprego mostra que a decisão passa por uma conta detalhada: quanto sobra depois do aluguel, da comida, da locomoção e das demais despesas? Quanto custa trabalhar? E quanto vale uma jornada de seis dias por semana? Edna de Carmen Freitas, de 57 anos, está desempregada há três dias.
Ela trabalhava em uma residência com serviços de limpeza.
Nesta terça-feira foi até a Funsat procurar emprego e saiu com um encaminhamento para uma vaga na mesma área, com salário mínimo.
Antes de decidir, pretende entrar em contato com a empresa para confirmar as condições.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.