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Economia

Como a Musique fez grandes varejistas zerarem a conta com o Ecad

Startups.com.br ·
Como a Musique fez grandes varejistas zerarem a conta com o Ecad

André Domingues, CEO da Musique | Foto: divulgação Talvez você nem perceba, mas toda loja que toca música ambiente tem uma conta a pagar.

Para uma rede grande, ela não é pequena: segundo André Domingues, fundador e CEO da Musique , varejistas desembolsam de R$ 500 mil a R$ 1 milhão por ano em direito autoral, com alguns pagando valores na casa dos R$ 5 milhões.

É sobre esse custo que a startup pernambucana construiu seu argumento comercial.

O mecanismo é simples de explicar e deu trabalho de montar.

Desde o fim de 2023, a Musique mantém um time próprio de compositores e já tem acervo autoral de mais de 15 mil músicas.

Como a gestão coletiva de direitos é opcional para o compositor, a musictech não outorga esse acervo ao Ecad: faz a gestão individual das obras e licencia o catálogo direto para o cliente.

O resultado é corte de 100% nesse custo, diz André.

Mas a cadeia funciona nas duas pontas: o compositor licencia o próprio acervo para a Musique sem outorgar a gestão ao Ecad, recebe diretamente da empresa e ganha execução em milhares de lojas.

A documentação que dá segurança jurídica ao contratante é a mesma que registra a autoria de cada faixa.

Hoje a musictech gerencia mais de 5 mil pontos de venda em 14 países da América Latina, para cerca de 50 empresas.

Entre os clientes estão Marisa , Raia Drogasil , Panvel , Volvo , Casa Bauducco , a rede hoteleira Nobile e a Ri Happy , que, apesar de estar em recuperação judicial, já renegociou com a Musique e manteve o contrato para as 300 lojas da rede.

“Nossa meta é manter o foco nas grandes redes e crescer três vezes até o fim de 2027, para 150 a 200 clientes e mais de 10 mil pontos”, completa André.

O argumento principal Perguntado como convence uma grande rede do valor de uma trilha sonora, André responde o contrário do esperado: a música é o que menos pesa.

“A gente consegue convencer as empresas menos por conta da música e muito mais por conta da tecnologia aplicada a essa experiência sonora”, diz.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em startups.com.br — o conteúdo pertence a Startups.com.br.

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