Personalidades divulgam carta em defesa da democracia e mostram preocupação com avanço da ultradireita
Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
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Personalidades da sociedade civil divulgaram nesta sexta-feira (9) uma carta aberta em defesa do Estado Democrático de Direito e da Constituição, no contexto da disputa eleitoral entre Flávio Bolsonaro ( PL ) e Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ).
O documento foi articulado pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr. e pelo procurador Roberto Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção.
Também assinam o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira, o ex-presidente da TV Cultura José Roberto Maluf, o embaixador Rubens Barbosa, o escritor Ignácio de Loyola Brandão, o economista Eduardo Gianetti, a historiadora Lilia Schwarcz, a cantora Tíê e o guitarrista Andreas Kisser, da banda Sepultura, entre outros.
A carta expressa preocupação com o avanço da direita no primeiro turno. "Os resultados promoveram pouca renovação política, mantiveram a sub-representação de mulheres, de negros, dos grupos LGBTQIA+ e dos povos originários, levando ao poder alguns quadros ultradireitistas, fazendo da ala conservadora o grupo expressivamente majoritário", afirma.
Há referência a alguns parlamentares eleitos, como a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) , que foi filmada usando um chicote nas ruas, e a estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) , que disse que indígenas eram canibais.
"Numa democracia, consideramos fundamental lembrar que a Constituição deve ser respeitada e protegida, não podendo jamais ser aviltada nem se transformar seu processo de emenda num vale tudo", afirma o documento.
Os signatários pedem que no segundo turno, os eleitores levem em conta a "preservação da dignidade humana, o respeito às garantias constitucionais e ao Estado Democrático de Direito, sendo inadmissível que se estabeleça uma nova ordem que conduza nosso país para o autoritarismo".
"Quando forem votar, devem observar como primeira e fundamental preocupação a imprescindível preservação do regime democrático e a manutenção do equilíbrio constitucional baseado nos freios e contrapesos", conclui o documento.
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