B3 sobe 50% desde agosto, mas UBS BB ainda vê espaço para alta e eleva preço-alvo
Apesar da forte valorização recente, o UBS BB elevou o preço-alvo das ações da B3 ( B3SA3 ) de R$ 18,50 para R$ 26,50 e reiterou a recomendação de compra, diante da perspectiva de aumento dos volumes negociados e de um cenário de juros mais baixos no Brasil.
Para o banco, a operadora da bolsa está entre as principais beneficiárias potenciais de um eventual ajuste fiscal.
As ações da B3 acumulam alta de 50% desde o fim de agosto, movimento impulsionado pela melhora das expectativas para o mercado brasileiro após o primeiro turno das eleições presidenciais.
Embora parte desse cenário mais favorável já esteja refletida nos preços, o UBS BB avalia que ainda há espaço para valorização.
Leia também Hapvida, Rede D’or e BradSaúde: o que reajustes dos planos de saúde dizem para ações A desaceleração ocorre em meio à melhora no controle da sinistralidade Rali eleitoral acabou? JPMorgan vê espaço para novas altas no varejo e na saúde Banco avalia que ações ainda negociam com desconto após rali eleitoral, mas recomenda seletividade A atividade de negociação ganhou força em setembro, quando o volume financeiro médio diário alcançou R$ 33 bilhões, alta de 46% em relação ao mesmo mês de 2025.
No primeiro pregão após a eleição, o volume chegou a R$ 103 bilhões.
Em outubro, a média diária está em R$ 62 bilhões, enquanto o fluxo estrangeiro registra saldo positivo de R$ 13 bilhões no mês.
Segundo o banco, a expansão do valor de mercado das ações pode sustentar volumes maiores, com potencial adicional caso a rotatividade dos papéis se recupere.
O UBS BB também elevou suas projeções de lucro para 2027 a 2030 em cerca de 9%.
Prévia do terceiro trimestre A B3 deve registrar lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo as estimativas do UBS BB.
O resultado inclui o efeito de uma distribuição extraordinária de R$ 750 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP).
Sem esse impacto, a projeção é de lucro de R$ 1,3 bilhão, avanço anual de 6%.
A receita líquida deve crescer 10% na comparação anual, enquanto a margem Ebitda, indicador de rentabilidade operacional, deve ficar em 68,3%, estável em relação ao trimestre anterior.
Os dados operacionais de setembro mostram que o volume financeiro médio diário negociado no trimestre foi de R$ 28,6 bilhões, alta de 26% em um ano, mas queda de 13% ante o segundo trimestre.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.