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Lula diz que não interfere na PF e defende investigação sobre o filho

UOL Notícias ·
Lula diz que não interfere na PF e defende investigação sobre o filho

O presidente Lula afirmou hoje, em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da Record, que "ninguém está impune se cometeu um erro", inclusive seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, alvo de três inquéritos da Polícia Federal (PF).

Lula disse que não interfere nas investigações sobre o filho e defendeu que a PF apure as suspeitas. "Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se", afirmou.

O presidente também declarou que, caso Lulinha seja considerado culpado, deverá responder pelos próprios atos. "Meu filho sabe: se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele", disse. O presidente lembra, porém, que "todo mundo tem o direito de provar se é inocente".

Lula afirmou ainda que pessoas responsáveis por eventuais prejuízos aos cofres públicos deverão ser responsabilizadas. "Se alguém cometeu erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar", reforçou.

Só ele sabe a verdade. Então, que a diga publicamente, que se defenda. Lula sobre o filho

Fábio Luís Lula da Silva é investigado em três inquéritos da PF que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Dois estão sob relatoria do ministro André Mendonça e o terceiro é acompanhado pelo ministro Flávio Dino.

O primeiro foi autorizado por Mendonça em 30 de julho e apura suspeitas de tráfico de influência envolvendo negócios de cannabis medicinal. A investigação busca esclarecer se Lulinha atuou junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência em favor da World Cannabis, empresa ligada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O segundo também apura suspeita de tráfico de influência e busca esclarecer se Lulinha atuou junto à Dataprev, empresa vinculada ao governo federal, para beneficiar um empresário e prospectar contratos. O terceiro inquérito foi autorizado por Dino em 4 de agosto e também investiga suspeitas de tráfico de influência. Em paralelo, o ministro autorizou uma apuração sobre possíveis vazamentos ilegais de informações sigilosas das investigações, a pedido da defesa de Lulinha.

As investigações envolvem a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. Segundo a PF, ela teria atuado na tentativa de viabilizar negócios com órgãos do governo e é apontada como uma das pessoas que fizeram articulações relacionadas à venda de medicamentos à base de cannabis ao Ministério da Saúde.

PF aponta Lulinha como beneficiário indireto em ação de lobista no governo Lula. "As comunicações indicam que Fábio é mencionado por Roberta Luchsinger como referência decisória nos projetos discutidos. Ele foi indicado como beneficiário indireto de articulações conduzidas por terceiros em seu nome", afirma um documento da investigação reproduzido pela revista Veja e confirmado pela Folha de S.Paulo.

A defesa de Lulinha nega as acusações e já afirmou que a PF pratica "pesca probatória".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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