Consultor de investimentos domina números, mas entender de gente é o diferencial
O mercado financeiro costuma associar a formação de seus profissionais ao domínio de números.
Economia, finanças, análise de risco, certificações e conhecimento sobre produtos formam a base técnica da atividade.
Mas essa é apenas uma parte do trabalho de quem precisa transformar patrimônio, objetivos e tolerância a risco em uma estratégia de investimento.
Armando Costa, sócio da Eleva Invest, e Edson Carli, gerente de produtos da Academia Brasileira de Inteligência Comportamental. apontam que inteligência comportamental, disciplina, empatia e flexibilidade entre as habilidades que podem diferenciar consultores de investimentos.
“O sucesso não é exclusivo aos experts em matemática ou ciências exatas.
Afinal, as decisões são diretamente afetadas por sentimentos, vivências e pela capacidade de lidar com riscos”, afirma Costa.
“Logo, destacam-se aqueles com características como adaptabilidade e inteligência emocional para suportar pressão, tolerar oscilações e tomar decisões rápidas diante dos altos e baixos da economia”, continua.
A lógica encontra respaldo também na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Em material sobre planejamento financeiro, a CVM destaca a importância da combinação de conhecimento técnico com habilidades de comunicação e cognição no atendimento ao cliente.
O documento destaca ainda que o aconselhamento financeiro envolve “alto grau de confiança, incerteza, complexidade e acordo mútuo” com diferentes tipos de clientes.
Leia também: De psicóloga a sócia: como Aline Rosa construiu uma carteira de R$ 300 milhões Mesmo mercado, reações opostas A importância do comportamento é destacada porque investidores não tomam decisões da mesma maneira.
Um material de estudos da CPA-10, da Anbima, apresenta uma classificação comportamental que distingue investidores cautelosos, metódicos, espontâneos e individualistas.
Enquanto alguns procuram dados e fatos e tentam minimizar componentes emocionais, outros tomam decisões rapidamente diante de novidades ou alteram frequentemente a carteira em resposta à percepção de novos riscos.
Isso significa que duas pessoas diante da mesma queda de mercado podem exigir abordagens diferentes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.