Parlamentar do PSOL pede que Flávio Bolsonaro seja investigado por crime de lesa-pátria
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A deputada federal Luciene Cavalcante ( PSOL -SP) apresentou à PGR (Procuradoria-Geral da República) uma notícia-crime contra o senador Flávio Bolsonaro ( PL ).
A parlamentar pede que seja apurado se ele cometeu atos de lesa-pátria e crimes contra o Estado Democrático de Direito ao divulgar por meio de aliados uma carta em que afirmou ser o presidente eleito do Brasil. Depois, em outra versão postada pelo próprio candidato derrotado em seu perfil no X, o senador trocou o presidente eleito por "líder do Brasil".
Luciene solicita também que seja investigado se houve "financiamento, transferência de recursos, contratação de serviços, impulsionamento, apoio logístico ou utilização de estruturas nacionais e estrangeiras para a execução de atos destinados a deslegitimar o resultado eleitoral ou impedir o funcionamento regular dos poderes constitucionais".
Pede ainda a preservação das publicações, vídeos e mensagens originais, identificação dos seus articuladores e financiadores, além de que sejam colhidos depoimentos de Flávio e de responsáveis pela elaboração e divulgação do documento.
Na carta, Flávio Bolsonaro agradece ao presidente da Argentina , Javier Milei , e ao presidente dos EUA, Donald Trump , pela ajuda em sua fuga.
Na sequência, ele afirma que as eleições em que foi derrotado foram fraudadas, mas sem apresentar provas.
"Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno", diz.
"Uma decisão do STF , tomada por cima da competência do TSE , estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas. Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição".
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