Economia da Argentina encolhe, com consumo e investimento em queda
A economia argentina encolheu 0,6% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, na primeira contração trimestral desde o fim de 2024.
O resultado mostra que a recuperação iniciada após a forte recessão do início do governo de Javier Milei perdeu força, com consumo e investimento em queda.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, porém, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2%.
No primeiro semestre, a economia acumulou expansão de 2,2%.
Os números divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) mostram, portanto, um quadro menos linear do que sugere a comparação anual: a Argentina continua produzindo mais do que um ano atrás, mas a atividade perdeu ritmo no decorrer de 2026.
O resultado também evidencia uma mudança na composição do crescimento.
Enquanto setores ligados à produção de commodities e às exportações avançaram, a demanda doméstica perdeu força.
Continua após a publicidade Consumo e investimento recuam O consumo privado caiu 2,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro.
O consumo público recuou 2,3%, enquanto a formação bruta de capital fixo, uma medida dos investimentos em máquinas, equipamentos, construção e outros ativos produtivos, diminuiu 0,8%.
As exportações tiveram comportamento oposto e cresceram 2,5% no trimestre.
Na comparação anual, as vendas externas de bens e serviços aumentaram 13,7%.
A combinação ajuda a explicar por que o PIB ainda apresenta crescimento na comparação com 2025, mesmo diante da contração trimestral.
A economia argentina está sendo sustentada em maior medida pelo setor externo e por atividades produtoras de commodities, enquanto a demanda interna permanece mais fraca.
Continua após a publicidade O cenário também aparece nos dados setoriais.
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