Em levantamento, moradores de 18 favelas do Rio apontam falta de política contínua de urbanização
Imagem aérea do Morro Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio Reprodução/TV Globo Na opinião de moradores de comunidades, o Rio de Janeiro chega a uma década sem uma política pública contínua de urbanização de favelas, enquanto esses territórios continuam crescendo com dificuldades para acessar serviços básicos.
É o que mostra uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), que ouviu 10.001 moradores de 18 favelas cariocas.
Segundo o levantamento, 89,9% dos entrevistados percebem que a população aumentou nas comunidades onde vivem, enquanto 81,6% apontam expansão das áreas ocupadas.
Ao mesmo tempo, 51,7% dos moradores antigos dizem que obras previstas pelos antigos programas de urbanização não foram concluídas integralmente.
Agora no g1 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Pesquisa ouviu 10 mil moradores A pesquisa "Novos Olhares sobre as Transformações Urbanas nas Favelas" ouviu 10.001 pessoas em 18 favelas do Rio: Barro Preto; Comunidade Agrícola de Higienópolis; Guararapes; Estrada do Tijuaçu; Morro da Providência; Morro dos Cabritos; Parque Conquista; Parque João Goulart; Salgueiro; Faz Quem Quer; Parque Unidos; Babilônia; Vila Moretti; Três Pontes; Jacaré; Morro da Coroa; Chapéu Mangueira; Conjunto Residencial Fernão Cardim.
Escadaria do morro da Providência Reprodução/TV Globo A coleta ocorreu em duas etapas, entre 2022 e 2023 e entre 2025 e 2026.
Além do levantamento quantitativo, os pesquisadores realizaram rodas de conversa nas comunidades para complementar os dados com relatos dos moradores.
O lançamento do estudo será nesta terça-feira (18), às 17h, no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, na Avenida Rio Branco, 124, 22º andar, no Centro.
Veja os principais números: 89,9% percebem aumento da população nas favelas pesquisadas; 81,6% apontam expansão das áreas ocupadas; 68% das favelas cadastradas no Rio permanecem sem urbanização estruturada; 90% dizem que ainda são necessárias melhorias para garantir o direito à mobilidade; 51,7% afirmam que as obras previstas não foram integralmente concluídas; 49,1% identificam moradores sem acesso ao direito à água; 62,4% identificam moradores sem acesso adequado à saúde; 62,1% apontam crianças sem acesso à educação infantil; 5,6% perceberam melhorias na acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Obras não chegam para todos Entre os moradores antigos entrevistados, 76,5% avaliam que os programas contribuíram para ampliar direitos, principalmente nas áreas de mobilidade, abastecimento de água, esgotamento sanitário, habitação, iluminação pública e coleta de lixo.
Por outro lado, mais da metade afirma que as ações anunciadas ou acordadas com as comunidades não foram totalmente executadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.