Falta de avanço em briga pelo Maracanã 'empurra' Vasco para o Nilton Santos
A queda de braço do Vasco pelo uso do Maracanã não é só contra o Flamengo. Embora silencioso, o Fluminense concorda com os argumentos tratados como técnicos para não ceder o estádio ao cruz-maltino para o jogo contra o Boca, pela semifinal da Sul-Americana.
O cenário vai "empurrando" o Vasco rumo ao Nilton Santos, estádio sob gestão do Botafogo.
A questão sobre o Maracanã é que, enquanto o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, é mais vocal na rivalidade — até pessoal — com Pedrinho, mandatário vascaíno, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, prefere não abordar a questão diante dos holofotes.
O dirigente tricolor está ciente e participa das conversas sobre o assunto, mas nos bastidores trata como uma questão técnica e não pessoal com o lado vascaíno.
Ontem, o novo gramado do Maracanã foi inaugurado na vitória do Flu sobre o Coritiba.
Enquanto isso, o tempo de Pedrinho se esvai. A Justiça não concedeu uma decisão sequer favorável ao Vasco desde que a judicialização do tema começou. E olha que houve até recurso interposto em segunda instância.
O Vasco já sinalizou à Conmebol que vai mandar o jogo no Rio de Janeiro — o prazo para mudança eventual de cidade já venceu na segunda-feira. No sábado, é a data para informar em qual estádio propriamente o clube jogará.
Sem a chave ou a permissão para entrar no Maracanã, o cenário mais provável se torna o Nilton Santos — embora até ontem o Vasco não tenha feito solicitação formal ao Botafogo para usar o estádio onde venceu o alvinegro nesta semana, pelo Brasileirão.
Com a resistência da gestão do Maracanã para ceder o estádio, alegando preocupação com o gramado, o Vasco ainda acredita em algum tipo de influência do governo para, quem sabe, contar com o estádio na semifinal.
O Ministério Público, inclusive, já formalmente levou o caso ao governador Ricardo Couto, como informou inicialmente o ge, pedindo que o chefe do executivo se pronuncie em nome do "interesse público".
Em relação a São Januário, o Vasco não conseguiu aval do Batalhão Especialializado em Policiamento em Estádios (Bepe) para a configuração que queria.
A tentativa junto à polícia foi aumentar o espaço do setor visitante para abrigar 4 mil torcedores do Boca.
A proposta era, pelo menos, viabilizar essa configuração para só então tentar outra concessão: pedir à Conmebol que permitisse o jogo em um estádio com menos de 30 mil pessoas, abrindo mão da exigência prevista em regulamento.
O Vasco jogou quarta-feira no Nilton Santos, mas os jogadores e o técnico Pedro Emanuel disseram publicamente que preferem encarar o Boca no Maracanã.
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