Trump declara “guerra econômica” contra o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (19) uma “guerra econômica” contra o Irã, descrevendo a medida como a “operação econômica mais devastadora já empreendida contra qualquer país”.
Em publicação na Truth Social, Trump estendeu as ameaças a qualquer nação que mantenha relações comerciais ou financeiras com Teerã, sem detalhar punições específicas.
O anúncio ocorre quando o conflito entre Washington e Teerã se aproxima do sexto mês sem perspectiva de solução, em meio a tensões militares crescentes e à ausência total de diálogo diplomático.
Trump declara ‘guerra econômica’ contra o Irã “Hoje anuncio a operação econômica mais devastadora já empreendida contra qualquer país.
Será uma guerra econômica e um isolamento em uma escala sem precedentes”, escreveu Trump na Truth Social.
O presidente americano definiu o próprio anúncio como o “Dia D Econômico” e afirmou que a ofensiva se concentrará em erradicar práticas como contrabando de petróleo, linhas de câmbio financeiro, transferências de dinheiro, operação de casas de câmbio, registros de navios e uso de empresas de fachada.
“Tudo precisa parar agora”, declarou.
O anúncio não veio do nada.
Quase uma semana antes, o secretário do Tesouro, Scott Bessent , já havia sinalizado que os EUA imporiam ao Irã um isolamento econômico “como o mundo nunca viu antes”.
Trump não forneceu detalhes sobre as punições específicas nem citou países-alvo, mas o tom da publicação deixou claro que a estratégia é de pressão máxima, sem abertura para negociação.
Na terça-feira (18), o próprio Trump havia declarado que “não há diálogo nem negociações em andamento, nem tampouco estão previstas, com a República Islâmica do Irã”, deixando apenas uma fresta vaga ao afirmar que talvez, “em algum momento”, as conversas pudessem ser retomadas.
Ameaças a parceiros comerciais e o ‘Dia D Econômico’ A extensão das ameaças vai além do Irã.
Trump foi explícito ao advertir que “qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de tábua de salvação ao Irã enfrentará, por sua vez, tremendas consequências econômicas”.
O presidente pediu ainda que todos os aliados dos Estados Unidos trabalhem para “isolar” e “derrotar” a “ameaça iraniana”, tentando cooptar parceiros numa campanha de pressão coletiva cujos contornos práticos permanecem indefinidos.
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