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Política

Escudo das Américas: como Trump está usando a guerra às drogas para dominar América Latina

Intercept Brasil ·
Escudo das Américas: como Trump está usando a guerra às drogas para dominar América Latina

Em março de 2026, sob liderança dos Estados Unidos, foi lançada oficialmente a aliança “Escudo das Américas” ( Shield of the Americas , em inglês ).

A iniciativa reúne governos do continente americano alinhados com a política externa e de segurança de Donald Trump .

Apesar de ser, formalmente, um grupo de países-membros, é evidente que a postura e a missão ideológicas do Escudo das Américas provêm dos governos de extrema direita que têm aumentado em nossa região.

Brasil, México e Colômbia foram excluídos da conferência fundadora da coalizão.

As presenças de Lula, Claudia Sheinbaum, presidente do México, e o até então presidente colombiano, Gustavo Petro, em nada combinariam com o propósito de Trump de fortalecer um grupo de fiéis escudeiros.

Por isso, os Estados Unidos têm apostado em mudanças eleitorais em 2026 para que seu grupo cresça .

O novo presidente da Colômbia, Abelardo da Espriella, fez da adesão ao Escudo das Américas prioridade imediata assim que tomou posse.

No mesmo passo, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro já sinalizou que , caso vença as eleições em outubro, o Brasil também se tornará membro.

As alianças globais de Trump Como já sabemos, Donald Trump gosta de lançar iniciativas, grupos, eventos e convenções, conferindo nomes próprios a cada um deles.

Trump criou o “Conselho da Paz” ( Board of Peace em inglês ) por despeito à Organização das Nações Unidas, a ONU, cuja definição de paz difere das intervenções militantes dos Estados Unidos em regiões como a Palestina e o Irã.

De fato, o objetivo central do conselho seria a reconstrução de Gaza, já que o negacionismo do governo estadunidense declarou que não há mais guerra “em ou à Gaza ”.

Mas a estrutura que Trump montou e os convites específicos que fez para assentos ao Conselho da Paz indicam um propósito a longo prazo de reorganização de alianças.

Trump pretende ser presidente vitalício do conselho e exigiu o montante de $1 bilhão em pagamentos à instituição no primeiro ano, caso um país queira permanecer membro por três anos ou mais .

Entre os países e governantes que aceitaram ser membros iniciais do Conselho estão: Javier Milei (Argentina), Alyaksandr Lukashenka (Belarrúsia), Abdel Fattah el-Sisi (Egito), Nayib Bukele (El Salvador), Benjamin Netanyahu (Israel), Tamim bin Hamad Al Thani (Catar), Tô Lâm (Vietnã) e Santiago Peña (Paraguai).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.intercept.com.br — o conteúdo pertence a Intercept Brasil.

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