A Ilha da Magia é a primeira cidade brasileira reconhecida internacionalmente pela gastronomia na UNESCO
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Em vez de cercas e plantações, a lavoura fica dentro do mar: cabos e boias marcam as áreas onde famílias cultivam ostras nas baías do sul da ilha. No Ribeirão da Ilha , em Florianópolis , capital apelidada de Ilha da Magia, essa produção chega às mesas de restaurantes que olham diretamente para as linhas de cultivo, a poucos metros da água.
Porque a cidade transformou a cozinha ligada ao mar em projeto de desenvolvimento e foi aceita, em dezembro de 2014 , na Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura ( UNESCO ). Florianópolis foi a primeira cidade brasileira a entrar na rede pelo campo da gastronomia.
O título funciona de um jeito diferente de um ranking. Ele não compara cidades nem aponta a melhor, e sim insere o município numa rede internacional de cooperação, ensino e economia ligada à comida. Também não se trata de um prêmio recente: a inscrição de 2014 segue válida como compromisso, e o que muda a cada ano são as ações que a cidade desenvolve dentro do programa.
O cultivo chegou com pesquisa. Os primeiros cultivos de moluscos em Santa Catarina foram instalados no fim da década de 1980 , em convênios entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) , e encontraram nas águas calmas das baías entre a ilha e o continente o ambiente ideal para crescer.
No sul da ilha, a atividade se espalhou entre produtores familiares, que mantêm as lanternas de cultivo, espécie de cestos empilhados presos a cabos no mar, por cerca de 7 a 8 meses até a colheita. O distrito é tratado como área própria no planejamento urbano, com plano específico na Rede de Planejamento da Prefeitura de Florianópolis , e os levantamentos de safra da maricultura apontam a capital como a principal produtora de ostras do estado.
A capital catarinense distribui suas paisagens por bairros com acessos bem diferentes, do centro antigo às praias do sul. Por isso, o roteiro funciona melhor quando cada dia se concentra numa região da ilha.
As fazendas marinhas são empreendimentos privados e nem todas recebem visitantes. A experiência mais acessível costuma estar nos restaurantes e nas vilas, onde a produção aparece no prato e na paisagem.
Para equilibrar praia, paisagem e comida, vale incluir estas paradas no roteiro:
O canal Status Viajante reuniu paisagens da capital catarinense neste vídeo:
Na mistura entre ilha e continente, entre produção e consumo. O município ocupa a Ilha de Santa Catarina e uma parte continental, e é nas baías entre essas duas áreas que se concentra a maricultura, enquanto bares e restaurantes espalham o produto pelos bairros.
A cidade também transformou o molusco em calendário. A Festa Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana (Fenaostra) chegou a reunir concursos de pratos feitos com ostras produzidas na capital, e o programa ligado ao título da UNESCO criou o Observatório da Gastronomia para acompanhar o setor.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.