Morre aos 92 anos juiz que conduzia caso de Maduro em NY
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Alvin K. Hellerstein, juiz federal de Nova York que supervisionou a extensa disputa judicial civil decorrente dos atentados de 11 de Setembro e o processo contra o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro , morreu aos 92 anos.
Sua morte foi confirmada por Ed Friedland, diretor administrativo do Distrito Sul de Nova York, onde Hellerstein atuou por quase três décadas. O caso de Maduro, assim como os demais processos conduzidos pelo juiz, será distribuído aleatoriamente a outros magistrados de Manhattan.
Hellerstein foi nomeado em 1998 pelo presidente Bill Clinton. Judeu ortodoxo profundamente religioso, era conhecido por marcar audiências de sentença às sextas-feiras para poder refletir sobre suas decisões durante o shabat, período de descanso semanal do judaísmo.
O juiz Frederic Block, do Distrito Leste de Nova York, lembrou Hellerstein como um magistrado "consciencioso e atencioso", muito comprometido em recorrer à Bíblia e à filosofia judaica. Ele considerava Hellerstein um amigo.
Ex-assessores, advogados de defesa e antigos promotores o descreveram como uma pessoa afável e empática, com tendência a proferir decisões baseadas em uma compreensão prática do direito. Durante alguns julgamentos, chegou a assumir dos promotores o questionamento de testemunhas para acelerar os trabalhos.
Em uma audiência realizada no início deste mês, Hellerstein presidiu a apresentação de Cilia Flores, mulher de Maduro, que também foi acusada de envolvimento com narcotráfico e de torturar o próprio povo, entre outras acusações. O juiz negou a Flores a liberdade enquanto aguarda o julgamento.
"Prisão não é um lugar agradável para se estar", disse Hellerstein. "Mas são acusações graves."
O caso mais conhecido de Hellerstein talvez tenha sido a extensa disputa civil decorrente dos atentados de 11 de Setembro. O processo tinha um significado pessoal para o juiz, que, quando era advogado em um escritório particular, representou a empresa Cantor Fitzgerald, que perdeu 658 funcionários no ataque ao World Trade Center, em Nova York.
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Familiares de algumas vítimas dos atentados queriam um julgamento no qual as companhias aéreas fossem obrigadas a revelar de que maneira suas políticas podem ter permitido que os sequestradores embarcassem nos aviões.
As partes chegaram a acordos confidenciais, impedindo a realização do julgamento. Em entrevista ao The New York Times, Hellerstein reconheceu que o público poderia ter conhecido mais detalhes sobre as falhas das companhias aéreas.
"Mas isso é insignificante, na minha visão, diante do fato de que as pessoas que processaram para receber indenização receberam seu dinheiro."
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.