Coletes à prova de realidade
As fantasias da extrema-direita são a cada dia mais ridículas.
E seriam somente autorridicularização não comovessem tantos incautos.
Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) vestem colete à prova de balas em seus comícios.
Alegam receber ameaças.
Pelo histórico da turba que inspiram e que neles se inspira, mais justo seria que distribuíssem coletes aos rivais.
Forjar mentiras, disseminar medo, estimular violência são rotinas desses usuários de colete – bem mais Flávio do que Renan, por enquanto, registre-se.
A proteção contra ataques imaginários foi adotada por Jair Bolsonaro depois da facada que levou em Juiz de Fora, consequência da insanidade do agressor e da agressividade que ele próprio apregoava, e que, ademais, ainda aguarda esclarecimentos mais satisfatórios.
A pesada vestimenta desde então serve como peça adicional à estratégia de vitimização da família, como é comum aos covardes.
A manada que não toma vacina e empunha a bandeira dos Estados Unidos sensibiliza-se com o intrépido candidato que sobe num carro de som para lhes falar, ainda que sob ameaça de atentado.
É o momento em que o covarde passa-se por corajoso.
Atentado para valer mesmo – neste Brasil que tantos enxergam como polarizado, mesmo que “polarização” não seja o termo adequado quando uma das pontas escapa à régua democrática – só mesmo o que matou Marielle Franco.
Obra da abjeta direita miliciana fluminense contra uma liderança de esquerda, periférica, negra e bissexual.
Marielle não usava colete.
Também não usava colete Marcelo Aloizio de Arruda, dirigente e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR).
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