Dez mentiras contadas por Flávio Bolsonaro em sua golpista
Ao invés de reconhecer a derrota para Lula no último domingo (25),. o senador Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos com a ajuda dos presidentes Javier Milei e Donald Trump e se declarou "presidente eleito", repetindo e atualizando o golpismo de seu pai, Jair Bolsonaro, que não aceitou a derrota em 2022. Abaixo, uma lista de dez mentiras contadas por ele no seu manifesto antidemocrático:
1) Uso de brasão com nomenclatura histórica desatualizada : O topo do documento exibe um brasão para aparentar um pronunciamento oficial. Contudo, nele está inscrito "Estados Unidos do Brazil", com "z", divergindo do nome atual, ao qual o próprio autor se refere como "Brasil" ao longo do texto. O nome oficial do país mudou de Estados Unidos do Brasil para República Federativa do Brasil em 15 de março de 1967.
2) Autodeclaração como "presidente eleito" apesar da derrota nas urnas : Flávio Bolsonaro inicia o documento declarando-se "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou que Lula foi eleito com 64,2 milhões de votos (51,79%) e Flávio, 59,8 milhões (48,21%).
3) Alegação de "impossibilidade matemática" no aumento de votos entre turnos : Flávio afirma que houve uma "impossibilidade matemática" pelo fato de Lula ter acrescentado mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno, tratando a variação de votos como prova de uma "fraude eleitoral". Contudo, entre os dois turnos, a abstenção caiu 2,96 milhões, os nulos caíram 951 mil e os votos em branco caíram 870 mil. Some-se a isso os 9,32 milhões que haviam sido dados a outros candidatos. Além de tudo, houve sim uma parcela de eleitores que trocaram Flávio por Lula — que contou com uma campanha mais competente nas ruas e redes e com o antibolsonarismo de uma parcela da população.
4) Contradição cronológica sobre o suposto impedimento de sua posse : No texto, ele afirma no passado que o juiz responsável pelo caso estaria preso "se eles não tivessem impedido a minha posse". O trecho é confuso, provavelmente o senador queria dizer que Alexandre de Moraes será preso com um Bolsonaro de volt ao comando da República. Vale lembrar que a posse será apenas em 5 de janeiro do ano que vem.
5) Negação de fuga após deixar o país para evitar medidas judiciais : Ele declara "não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil". Porém, Flávio mesmo admite no texto que levou sua família para os Estados Unidos logo após a tentativa judicial de apreensão de seus passaportes, com o objetivo de evitar o que descreve como um roteiro de tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e condenação. Ou seja, saiu para evitar as consequências judiciais contra ele. Fuga, portanto.
6) Alegação de que a prorrogação do horário ocorreu com as urnas já encerradas para fraudar o pleito : O documento sustenta que uma decisão do STF estendeu a votação "no apagar das luzes" e que a ordem só chegou após o fim do horário legal, "quando as urnas já estavam encerradas", classificando a prorrogação de horário como parte de uma fraude eleitoral.
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