Ibovespa sobe 1,8% e tem 3º dia de ganhos à espera de Datafolha; dólar cai a R$ 5,14
O Ibovespa ( IBOV ) engatou a terceira alta consecutiva com a melhora do apetite por risco externo e o cenário eleitoral no radar.
Nesta sexta-feira (21), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,85%, aos 171.031,73 pontos .
Na semana, o IBOV acumulou perda de 0,86%.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1451, com queda de 0,93%.
Na semana, a divisa acumulou valorização de 1,21% ante o real.
Por aqui, os investidores operaram à espera da pesquisa de intenção de votos para a Presidência do Datafolha, que deve ser divulgada ainda hoje.
Mais cedo, a coluna de Lauro Jardim, n’O Globo, afirmou que os ‘tracking’ feitos nos últimos dias têm mostrado uma evolução nos números do senador Flávio Bolsonaro (PL) e uma ligeira queda de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Já a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, acrescentou que as pesquisas petistas apontam uma redução da vantagem de Lula de dois a três pontos percentuais.
Para Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, a recuperação do Ibovespa nos últimos pregões foi um movimento mais técnico, motivado por ajuste de posições após a forte sequência de quedas e amplificado pelo vencimento de opções sobre ações nesta sexta-feira, além da melhora do apetite por risco global.
“A saída de capital estrangeiro segue como o principal vetor.
Até o dia 19, os saques somavam cerca de R$ 22 bilhões no mês, refletindo tanto a rotação global para ativos de tecnologia quanto o aumento da sensibilidade ao risco eleitoral e fiscal doméstico”, avalia Sene.
Altas e quedas do Ibovespa O alívio na curva de juros futuros levou a uma recuperação das ações cíclicas, que lideraram a ponta positiva do Ibovespa.
Entre as ações listadas no índice, Vamos (VAMO3) figurou como a maior alta do pregão, com avanço de 10,48% (R$ 2,74).
O movimento foi apoiado por ajuste técnico e melhora na curva de juros futuros.
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