Figueirense não pode errar na estratégia contra o Caxias para seguir vivo
Com três jogos pela frente e a necessidade de vencer todos para não depender de combinações, Figueirense precisa adaptar a escalação às condições do Centenário e apostar em força e competitividade
O Figueirense entra em campo domingo (16), às quatro da tarde, no Estádio Centenário, diante do Caxias, sabendo exatamente o tamanho do desafio. Restam três jogos e, pela combinação entre número de vitórias e saldo de gols, a régua precisa ser colocada no máximo: o Figueirense precisa buscar três vitórias. É uma missão difícil, com margem de erro praticamente zero, mas não impossível. E a primeira batalha é em Caxias do Sul .
Por isso, a escalação de Raul Cabral precisa levar em consideração não apenas a qualidade técnica, mas também a característica do jogo que o Figueirense vai encontrar.
Se o campo, em razão das chuvas, não permitir condução de bola e de um jogo técnico, a tendência é de uma partida marcada por muitos duelos individuais, disputa física, bola aérea e momentos de jogo mais direto. Aí será necessária uma estratégia diferente, com dois jogadores mais de referência, pesando a área, e jogo mais direto de bola longa.
A única ausência confirmada é a do zagueiro Leonan, suspenso. Jhonnathan entra naturalmente na função e não vejo maiores problemas nessa troca. Lucas Dias permanece como zagueiro central, formando uma defesa que precisa ser firme e competitiva.
Na lateral direita, Cabral deveria manter Vitor Ricardo. É um jogador mais experiente, mais rodado e que pode compreender melhor o peso deste momento, em que o Figueirense precisa vencer os três últimos jogos. Léo Maia fica como uma alternativa interessante para o segundo tempo, principalmente se for necessário colocar mais velocidade e gás naquele corredor.
Na esquerda, Arthur Henrique é a escolha natural de manutenção de base de time. O Figueirense não tem outra opção específica para a posição e este definitivamente não é o momento para adaptações ou improvisações.
A principal discussão está no meio-campo. Breno permanece, e tem o retorno de Raynan, que acrescenta em termos de marcação. Se o gramado realmente estiver pesado, não vejo sentido em montar um setor excessivamente leve. Por isso, trazer Igor Bolt mais por dentro, acrescentando força e capacidade de duelo, seria uma boa opção. Seria um meio-campo pensado para competir, recuperar a segunda bola e acelerar o jogo quando houver espaço.
Na frente, com condição ruim de jogo, a opção seria por dois jogadores de referência de área: Emerson Galego e Hyuri. Com um campo possivelmente prejudicado pela chuva, a bola longa e a bola aérea podem ganhar protagonismo. Nesse desenho, Maílson sairia da equipe para a entrada de mais um jogador de meio-campo, justamente para fortalecer o setor em uma partida que promete muitas disputas.
Agora, se o gramado apresentar condições minimamente aceitáveis para a circulação da bola, Raul deveria manter praticamente a equipe que iniciou contra a Ferroviária, apenas com Jhonnathan no lugar de Leonan suspenso e o retorno de Raynan no lugar de Renan Areias.
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