Sonda da Nasa captura imagem impressionante da luz do amanhecer em Marte
A Nasa divulgou uma imagem impressionante do amanhecer na superfície marciana, captada pela sonda Curiosity, mostrando a luz do Sol banhando penhascos irregulares formados há bilhões de anos, enquanto o veículo do tamanho de um carro continua a explorar o vizinho planetário da Terra.
A Curiosity pousou em 2012 na Cratera Gale, perto do equador marciano, e, desde 2014, vem escalando o Monte Sharp, uma montanha de 5km de altura que se ergue do fundo da cratera.
A imagem foi capturada pela câmera Mastcam da sonda de seis rodas cerca de uma hora após o Sol nascer sobre uma paisagem com penhascos esculpidos pelo vento ao longe.
“Os picos escarpados e brilhantes à distância são uma camada rochosa cuja aparência é bem diferente de todas as camadas pelas quais a sonda já passou até agora.
Acreditamos que, em algum momento, tenha sido um sedimento transportado pelo vento — talvez areia ou até mesmo cinzas — que foi levado para dentro da cratera a partir de atividades vulcânicas nas proximidades.
Depois que o sedimento se solidificou, transformando-se em rocha, eras de vento esculpiram a camada rochosa, formando cristas chamadas yardangs”, disse o cientista planetário Ashwin Vasavada, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia, e cientista do projeto Curiosity.
Leia também Agência meteorológica da ONU diz que El Niño deve se intensificar até fevereiro O El Niño é a fase quente do ciclo natural El Niño-Oscilação Sul, um padrão climático que influencia o clima em todo o mundo A camada de yardang provavelmente se formou há cerca de 3 bilhões de anos, mais ou menos na mesma época que o restante da montanha, segundo Vasavada.
Essa camada se estende por cerca de 16km na região noroeste do Monte Sharp.
“No entanto, a camada de yardang não parece fazer parte da pilha contínua de camadas que compõem o ‘bolo de camadas’ do Monte Sharp.
Ela foi adicionada um pouco mais tarde.
Está acima do que os geólogos chamam de discordância: uma lacuna no tempo em que as camadas anteriores sofreram erosão antes que novas camadas fossem depositadas sobre elas”, disse Vasavada.
A sonda, em sua subida gradual pela montanha, já ganhou mais de 1km de altitude — a maior elevação já alcançada em Marte, segundo a Nasa.
O Monte Sharp é formado por camadas, cada uma registrando um período do passado geológico do planeta.
Ao estudar essas camadas, os cientistas aprenderam mais sobre corpos d’água — lagos e riachos — que, há muito tempo, cobriam essa região, numa época em que Marte era mais úmido e quente do que o lugar frio e desolado que é hoje.
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