Ministro da Fazenda busca reunião com Pedro Malan e Arminio Fraga sobre agenda fiscal
Em meio a críticas sobre a trajetória explosiva da dívida pública e das contas do país, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tenta se reunir com dois dos principais expoentes da política econômica na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga.
Segundo interlocutores de Durigan, o objetivo do encontro é ouvir o que esses economistas têm a dizer a respeito da condução da economia no terceiro mandato do presidente Lula, candidato à reeleição.
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Mas as reuniões não foram agendadas porque há certa resistência por parte de Malan e Fraga, segundo interlocutores.
A gestão dos dois foi baseada no controle rígido da inflação, de disciplina fiscal e consolidação do Plano Real.
Os encontros de Durigan com economistas críticos da gestão econômica do atual começaram nesta semana, em São Paulo, quando o ministro conversou com Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, entre 2003 e 2005, primeiro mandato de Lula.
Segundo interlocutores, Durigan procura, neste momento, manter um diálogo com economistas que atuam em campos opostos.
A justificativa é que ele também costuma ouvir economistas alinhados à esquerda e ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Nesta quarta-feira, Durigan disse que as taxas de juros de longo prazo pagas pelo Tesouro Nacional para rolar a dívida pública brasileira são muito altas, algo inaceitável e que precisa ser solucionado. — O Tesouro Nacional, que é a instituição que tem mais condição de pagar uma emissão de título no país, tem hoje uma taxa muito grande para pagar, em especial no longo prazo.
Isso é inaceitável – afirmou, ao participar de um evento do setor de saúde.
Como mostrou O GLOBO na quarta-feira, a alta da taxa básica de juros, os “prêmios” cobrados pelos investidores em razão das incertezas externas e fiscais e a série de programas de crédito lançados pelo governo têm elevado o custo efetivo da dívida pública para os maiores patamares em uma década e ampliado as pressões sobre as contas públicas do país.
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