Hong Kong condena ativistas por vigílias pelo massacre na Praça da Paz Celestial
Um tribunal de Hong Kong condenou nesta sexta-feira, 21, dois ativistas pró-democracia por “incitação à subversão”, em um processo relacionado à organização de vigílias anuais em memória das vítimas do massacre na Praça da Paz Celestial (ou Tiananmen) , na China , em 1989.
Lee Cheuk-yan , de 69 anos, e Chow Hang-tung , de 41, podem receber até dez anos de prisão.
Os dois eram dirigentes da Aliança de Hong Kong, organização que promovia as vigílias no Parque Victoria para lembrar os mortos nos protestos de 4 de junho de 1989, quando tropas e tanques enviados por Pequim reprimiram manifestações pacíficas lideradas por estudantes que exigiam reformas democráticas e o fim da corrupção no país.
Lee e Chow foram acusados em 2021 e permanecem detidos desde então.
Continua após a publicidade Segundo o tribunal, um painel de três juízes considerou que os ativistas incitaram outras pessoas “a organizar, planejar, cometer ou participar de atos por meios ilegais com o objetivo de subverter o poder do Estado”.
A data do anúncio da sentença não foi revelada.
Antes do julgamento, Chow criticou as condições de sua detenção e afirmou que agentes penitenciários passaram a escoltá-la com algemas e correntes, restringindo completamente seus movimentos.
Continua após a publicidade Hong Kong e Macau eram os únicos territórios chineses onde manifestações públicas em memória da repressão de Tiananmen eram permitidas.
Em Hong Kong, no entanto, as vigílias deixaram de ocorrer na prática após a imposição, em 2020, da Lei de Segurança Nacional, adotada por Pequim depois dos grandes protestos pró-democracia que tomaram a cidade no ano anterior.
A condenação desta sexta-feira Continua após a publicidade ocorre em meio ao endurecimento da repressão contra opositores em Hong Kong.
Em fevereiro, o magnata da mídia Jimmy Lai foi condenado a 20 anos de prisão .
Fundador do jornal Apple Daily , ele foi apontado como culpado de conluio com forças estrangeiras e publicação de material sedicioso.
A sentença atraiu a condenação da comunidade internacional, com diferentes governos pedindo sua libertação.
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