Dólar fecha perto dos R$5,20 após discurso duro de Warsh sobre inflação nos EUA
O dólar fechou a sexta-feira em alta no Brasil após o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmar durante o simpósio de Jackson Hole que a instituição terá “trabalho a fazer” caso a inflação dos EUA siga acima da meta.
Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta sexta Índices futuros dos EUA operam sem direção à espera de discurso de Warsh Oncoclínicas, Braskem, Vale, Bmg e mais ações para acompanhar nesta sexta-feira Confira os destaques do mercado corporativo nesta sexta-feira (28) Qual foi a cotação do dólar hoje? Após superar os R$ 5,23 durante a sessão, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1961, com alta de 0,62%.
Na semana, a divisa acumulou elevação de 1,06% e, no ano, queda de 5,34%.
Às 17h11, o dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,67% na B3, aos R$5,1995.
Dólar comercial Compra: R$ 5,196 Venda: R$ 5,196 O que aconteceu com dólar hoje? Em seu discurso de estreia em Jackson Hole, Warsh afirmou no fim da manhã que o Fed “terá trabalho a fazer” se seus membros não estiverem confiantes de que a inflação subjacente dos EUA está voltando à meta de 2%.
“Este é o meu critério: devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente.
Caso contrário, temos trabalho a fazer.
Esse é o nosso trabalho… nosso mandato… e nossa responsabilidade”, disse Warsh.
Os comentários foram a senha para que os rendimentos dos Treasuries subissem, com os investidores globais elevando as apostas de que o Fed poderá elevar os juros em setembro.
Nos mercados de moedas, isso se traduziu na alta do dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo moedas pares do real como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno.
Após marcar a menor cotação do dia de R$5,1581 (-0,12%) às 9h02, logo após a abertura da sessão, o dólar à vista atingiu o pico de R$5,2315 (+1,30%) às 13h18, já depois da fala de Warsh.
O nível da taxa de juros nos EUA, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, impacta diretamente os fluxos de investimentos globais, incluindo para o Brasil, o que se reflete na taxa de câmbio.
Com a Selic em 14% no Brasil, ainda bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, o diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o país.
Hoje o cenário é um pouco diferente diante da possibilidade de alta de juros nos EUA e da perspectiva de novas baixas no Brasil.
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