De milho a brócolis, amigurumi ajuda cozinheira a vencer depressão
Quem frequenta o Mais que Salada, localizado na Rua Treze de Maio, 2499 - Centro, já conhece a filosofia do restaurante, voltada à culinária vegetariana estrita e a opções livres de ingredientes de origem animal.
Ao chegar ao caixa, também é comum se deparar com os amigurumis em formato de legumes que decoram o espaço e conquistam clientes de todas as idades.
O que muitos não sabem é que, por trás dessas pequenas criações, está a cozinheira do Mais que Salada, Samantha Lacerda, "Sammy", mãe de dois filhos, que encontrou no artesanato uma forma de superar a depressão e a ansiedade em um dos momentos mais difíceis de sua vida.
Hoje, os bichinhos de crochê já são os mascotes do restaurante.
Os amigurumis expostos são em formato de legumes, como cenoura, milho e brócolis, feitos de barbante de algodão.
A ideia surgiu a partir da trajetória de Samantha com o crochê, atividade que ela pratica há mais de uma década e que se tornou uma importante aliada contra a depressão.
“Faço crochê há mais de 10 anos.
Comecei pela depressão, porque estava passando por um período muito difícil e precisava encontrar algo que me ajudasse.
Os amigurumis começaram neste ano, quando tive vontade de aprender algo novo.
Antes eu fazia peças mais simples, como papetes e outros trabalhos básicos, mas senti vontade de me desafiar e aprender a criar os bonequinhos”, conta Samantha.
Segundo ela, a atividade ajudou a amenizar os sintomas da depressão e da ansiedade, além de proporcionar momentos de concentração e tranquilidade em meio às dificuldades do dia a dia.
“Foi algo que me ajudou muito.
Quando eu estava passando por momentos difíceis, o crochê acabou se tornando uma forma de ocupar a mente e aliviar a ansiedade, principalmente depois da minha primeira gravidez.Criar as peças me dava um propósito e me ajudava a focar em algo positivo”.
Além de conquistarem os clientes, os amigurumis acabaram se tornando uma extensão da identidade do restaurante.
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