Organizações ambientais do DF cobram compromissos de candidaturas com águas e Cerrado
Organizações ambientais cobraram neste sábado (19) compromissos públicos das candidaturas que disputam as eleições de 2026 com a preservação das águas, do Cerrado e das áreas produtoras de água do Distrito Federal. O 2º Ato Político em Defesa das Águas, do Clima e do Meio Ambiente reuniu movimentos, moradores, representantes do governo e candidaturas na Igreja Anglicana de Brasília, na Asa Sul.
A atividade foi organizada pelo Fórum de Defesa das Águas, do Clima e Meio Ambiente do DF e integrou a campanha “Voto pela Vida, pelo Cerrado e pelas Águas”. Todas as candidaturas do Distrito Federal foram convidadas para o encontro. Entre os presentes estavam os deputados distritais Gabriel Magno (PT) e Fábio Félix (Psol), além da deputada distrital e candidata ao governo do DF Paula Belmonte (PSDB), única candidata ao Executivo presente na atividade.
Também participaram o deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e representantes de outras chapas, como Sofia Carvalho, candidata a vice na chapa de Ricardo Cappelli (PSB), e Dora Gomes, candidata a vice na chapa de Leandro Grass (PT). O encontro contou ainda com suplentes de candidaturas ao Senado, entre eles representantes das campanhas de Erika Kokay (PT) e Leila do Vôlei (PDT).
Durante o encontro, as organizações apresentaram cartas e reivindicações relacionadas à preservação de nascentes, áreas de recarga de aquíferos, bacias hidrográficas, combate à especulação imobiliária e preparação da capital para eventos climáticos extremos.
Para Lúcia Mendes, diretora da Associação Preserva Serrinha e coordenadora do Fórum de Defesa das Águas, do Clima e Meio Ambiente do DF, a crise climática já produz impactos que precisam ser considerados no planejamento da cidade.
“Infelizmente, ainda temos mais discursos sobre emergência climática do que planejamento para enfrentá-la. Existe uma contradição ainda mais grave: ao mesmo tempo que sabemos que precisamos nos adaptar à crise climática, continuamos permitindo a destruição dos territórios que poderiam nos proteger dela”, afirmou.
A ambientalista citou regiões consideradas estratégicas para a segurança hídrica do Distrito Federal, como Águas Emendadas, a bacia do Descoberto, a região do Rio Melchior, a Chapada da Contagem e a Serrinha do Paranoá.
A Serrinha foi um dos principais temas apresentados durante o ato. A região reúne nascentes, áreas de recarga de aquíferos e vegetação nativa e está no centro de debates sobre ocupação territorial e regularização fundiária. O território também ganhou destaque recentemente nas discussões envolvendo a tentativa de socorro financeiro ao Banco de Brasília (BRB) , quando movimentos ambientais atuaram para retirar uma área da Serrinha de uma proposta relacionada à instituição financeira.
Lúcia Mendes destacou que a preservação dessas áreas está diretamente relacionada à capacidade do Distrito Federal de enfrentar eventos climáticos extremos. “Quando destruímos a Serrinha, não estamos apenas destruindo árvores. Estamos destruindo água, reduzindo nossa capacidade de enfrentar a seca, o calor e os extremos climáticos. Essa lógica precisa mudar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.