Casa por casa: a campanha de radicais israelenses para expulsar palestinos
Mesmo dentro de Israel , e não apenas na esquerda, os colonos ultrassionistas são execrados por trazer constrangimento e vergonha com suas campanhas contra moradores palestinos de cidadezinhas da região da Cisjordânia .
Cercam casas, xingam e agridem, com o objetivo de fazer seus ocupantes desistir de continuar morando nas áreas que os agressores consideram ser parte integrante da Terra de Israel.
Também entram em conflito com soldados israelenses, mandados para acalmar os ânimos.
Os próprios soldados têm atitudes ambíguas e nem sempre defendem os moradores assediados.
Em alguns casos, por simpatia pela causa ultrassionista ou simplesmente porque não querem reprimir judeus.
É uma encrenca danada, das múltiplas complicações que as aspirações nacionais conflitantes provocam em Israel e nos territórios ocupados.
A própria população de israelenses judeus está dividida: 38% são a favor da anexação da Cisjordânia e 35% querem dividi-la.
Nitidamente, os colonos radicais estão aumentando suas atividades, tendo detectado uma atitude mais condescendente das autoridades governamentais.
Um dos casos mais notórios do momento é o cerco a uma casa na periferia da pequena cidade de Qusra.
Rodeados por colonos, os moradores não podem sair desde domingo.
Quando circulou a notícia do envio de tropas das Forças de Defesa de Israel, colonos de outras localidades reforçaram o assédio.
As tropas só desmontaram as barracas erguidas pelos colonos, sem remover os assediadores, mas agora estão removendo moradores, com o aparente objetivo de abrir caminho para acabar com a intervenção dos colonos.
Continua após a publicidade ASSÉDIO INACEITÁVEL Um comunicado das Forças de Defesa critica a movimentação “ilegal, repreensível e inaceitável” dos últimos dias.
A realidade é mais complicada: soldados foram filmados fazendo preces junto com os colonos que deveriam remover.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.