Canadá encara a guerra comercial contra Trump
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Afeito à tática de coagir países a acatar acordos amplamente favoráveis aos EUA, Donald Trump encontrou um opositor com disposição acima da esperada para o confronto.
O vizinho Canadá , antigo aliado em diversas frentes, não apenas rejeitou na semana passada o acerto comercial proposto pela Casa Branca para aliviá-lo de um novo tarifaço como declarou-se em guerra comercial contra o seu principal parceiro.
Fora a China , nenhum outro país pressionado pela diplomacia comercial disruptiva de Trump ousou tanto. Sem o poderio chinês e dependente do mercado americano, o Canadá já havia revidado cada sobretaxa imposta pelos EUA desde 2025. Desta vez, negociara sob a ameaça de tarifa adicional de 50% sobre 70% de sua pauta de exportação ao vizinho, ou US$ 20 bilhões anuais.
O Canadá demarcou um limite à extorsão —a palavra é mais adequada para o caso— de Washington. Trump exigiu que o país replicasse tarifaços americanos a terceiros, restringisse negociações de livre comércio e até mesmo que removesse o francês como uma de suas línguas oficiais.
Cartas na manga, para o caso de novas agressões, foram enumeradas pelo premiê. Perto de 100% das importações de gás natural dos Estados Unidos e 60% das de petróleo vêm do Canadá, provedor também de energia elétrica e minerais críticos.
À parte a mudança cabotina do nome do lago Ontário para América, Trump vê-se entre a tentativa de retomar negociações com o Canadá e a imposição de medidas mais brutais contra o vizinho —sujeita ao bloqueio do acesso dos EUA a fontes de energia em tempos de suprimento escasseado por sua guerra contra o Irã . O mundo aguarda sua decisão.
Em sua bufonaria, o republicano, uma vez mais, equivocou-se ao prever a subordinação de seu alvo e ao desconsiderar que, mesmo sob pressão econômica e militar da maior potência do planeta, outros países têm capacidade de retaliação —e líderes políticos colhem dividendos ao mostrá-la.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.