Pesquisadores encontram 92 letras de hinos do MS descartadas
O hino de Mato Grosso do Sul nem sempre foi do jeito que conhecemos.
Em 1978, aconteceu um concurso para decidir qual seria a letra, que teve participantes de todo o Brasil, como São Paulo, Espírito Santo, Região Norte, Mato Grosso, Campo Grande e outras cidades do interior.
Poetas, militares, membros da igreja, maestros e pessoas comuns submeteram diversas letras e melodias.
Porém, nenhuma foi aprovada.
Mas para onde foram essas letras descartadas? Perderam-se ao longo dessas quase cinco décadas.
Até que em 2024, um grupo de pesquisadores resolveu ir atrás desses documentos então desaparecidos.
E hoje, quase cinco décadas depois, em homenagem ao aniversário de Mato Grosso do Sul neste dia 11, o Arquivo Público encontrou e divulgou, pela primeira vez na história, os hinos do estado descartados antes de chegar ao oficial.
Algumas das letras descartadas falam de exaltação do estado e do Pantanal.
Em um dos documentos submetidos, o autor chega a fazer uma observação, pedindo que mesmo que sua letra não seja aprovada, sua melodia deve ser usada por a considerar muito bonita.
“A introdução é baseada nas notas: Dó, Fá, e Sol que são pontos autênticos no trajeto desta viril composição”.
“Com justiça, paz e alegria, a sua gente ama de coração, o futuro que se espera, para a nova geração” e “Encanta com a natureza florestas, minérios e rios, hoje Mato Grosso do Sul preenche esse vazio”, são outros exemplos de letras não aprovadas.
O grupo de pesquisadores, orientado pelo coordenador do Arquivo Público do Estado, Douglas Alves da Silva, de 42 anos, estava focado em achar, principalmente, os antigos brasões e bandeiras, também descartados no concurso, mas que não foram encontrados.
Estima-se que são 800 bandeiras e 200 brasões.
Até que surgiu um questionamento feito por um acadêmico da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul sobre onde estavam os hinos descartados.
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