Como um navio que naufragou há 133 anos virou problema em Santa Catarina
Um naufrágio que aconteceu há 133 anos voltou ao centro das discussões sobre o futuro do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.
Os destroços do navio Pallas, localizados no fundo do rio Itajaí-Açu, representam hoje um grande obstáculo para o projeto de ampliação da capacidade de operação do porto, que tem como um de seus objetivos permitir a ancoragem de navios maiores.
O Pallas se encontra entre as boias 9 e 11, próximo à Bacia de Evolução nº 2, onde as embarcações costumam fazer manobras para mudar de direção ou se posicionar antes de seguir pelo canal.
Por isso, sua remoção é considerada essencial para que o espaço seja aprofundado para 16 metros e alargado para um diâmetro de 530 metros, o que deve melhorar as condições de manobra e reforçar a segurança da navegação.
Desafio começa antes da retirada Apesar de a remoção ser tratada como uma necessidade para as obras portuárias, ainda não existe uma operação pronta para retirar o navio do fundo do rio.
O primeiro passo é entender exatamente o que permanece submerso e em que condições está.
Por isso, a Univali (Universidade do Vale do Itajaí), o Porto de Itajaí e a Autoridade Portuária Federal assinaram, em maio, um convênio para a realização de estudos técnicos no local.
O investimento é avaliado em R$ 310 mil e prevê uma série de atividades.
Inspeções subaquáticas devem permitir identificar a posição e o estado das estruturas metálicas e dos fragmentos de madeira.
Sondagens, por sua vez, vão ajudar a equipe a compreender a relação dos destroços com o leito do rio.
Já a análise estrutural servirá para avaliar como as partes remanescentes podem responder às técnicas utilizadas durante a retirada.
Com esse conjunto de informações em mãos, os responsáveis esperam chegar a um plano sobre como o Pallas poderá ser removido – por inteiro, em grandes partes ou de forma fragmentada.
A definição é relevante porque levantamentos anteriores apontaram que a embarcação se partiu ao meio, o que pode complicar as atividades de sua recuperação.
Vale lembrar que a remoção do Pallas não é apenas uma operação de engenharia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.