20 toneladas por voo: como o A330 transformou a Gollog em potência da logística aérea
A recente operação humanitária para a Colômbia, que uniu o centro de controle da Avianca aos cargueiros 737 da Gol (GOLL54) para contornar restrições de pista na cidade de Armenia, serviu como vitrine da nova musculatura logística do Grupo Abra.
A companhia brasileira está deixando de ser uma operadora estritamente doméstica para disputar o mercado externo, alavancada pela expertise internacional e pelos relacionamentos aduaneiros já consolidados da Avianca Cargo.
O divisor de águas, disse a diretora-geral da Gollog, Patrícia Bello, em entrevista ao GLOBO, é a introdução dos widebodies Airbus A330 no hub do Aeroporto do Galeão, no Rio.
O avião transporta até 20 toneladas por voo intercontinental, o equivalente a colocar um Boeing 737 cargueiro inteiro dentro do porão de passageiros.
A executiva conta que no primeiro mês da rota para Nova York, os voos decolaram lotados, exportando frutas e pescado, e importando componentes eletrônicos no retorno.
No mercado interno, a expansão com o Mercado Livre segue em ritmo acelerado, com nove aeronaves dedicadas à parceria movimentando cerca de 325 mil pacotes diários.
Patrícia Bello explica que a agilidade da logística aérea tem alterado a balança de consumo em praças estratégicas como Manaus, onde o prazo de entrega caiu de 45 para dois dias.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
Leia também Ray-Ban da Meta viram arma de assédio, diz estudo; entenda Análise de 350 vídeos publicados entre 2023 e 2026 em redes sociais mostra que 60% das interações foram classificadas como possíveis casos de assédio A operação humanitária na Colômbia mostrou um alto nível de integração da Gollog com a Avianca Cargo.
Como essa mobilização reflete a nova fase do Grupo Abra? Esse foi um excelente exemplo prático do diferencial de estarmos organizados como grupo.
A nossa grande fortaleza agora é conectar as malhas e somar as expertises de cada marca.
Na Colômbia, por restrições da pista, os cargueiros da Avianca não podiam pousar, mas o nosso Boeing 737 sim.
O Centro de Controle Operacional (CCO) da Avianca aportou muito para o da Gol, repassando orientações técnicas sobre um aeroporto que era desconhecido para nós.
Construímos a solução juntos e, em questão de dias, a aeronave estava lá, em um trabalho supercoordenado e sem fricção.
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