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Política

Saiba em quais países a Lava Jato não acabou

Poder360 ·
Saiba em quais países a Lava Jato não acabou

Países como Reino Unido, EUA, Peru e Suíça não seguiram decisões brasileiras sobre anulação de provas

A operação Lava Jato, deflagrada em 2014 para apurar esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro iniciados na Petrobras, teve desfechos distintos no Brasil e no exterior. Enquanto no STF (Supremo Tribunal Federal) prevaleceram decisões que reconheceram a incompetência da Justiça Federal em Curitiba para julgar o caso e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro (hoje candidato ao governo do Paraná pelo PL), ao menos 5 países mantêm condenações vigentes, réus presos, acordos corporativos inalterados e quantias bilionárias confiscadas.

Na 3ª feira (18.ago.2026), o Poder360 revelou que a Justiça britânica manteve válidas provas da Lava Jato anuladas pelo STF no Brasil e autorizou o confisco de 7,3 milhões de libras de um ex-engenheiro da Petrobras acusado de envolvimento em esquema de propinas.

No Brasil, condenações de grandes empreiteiros, executivos e políticos foram anuladas, além do trancamento de acordos de leniência. Já em países como Peru, Estados Unidos e Reino Unido, as investigações internacionais resultaram na punição efetiva de ex-chefes de Estado, altos funcionários públicos, executivos do setor privado e tradings globais de commodities .

Nesses países, os tribunais mantiveram a validade das provas, por entender que usar seus bancos para movimentar propina é um crime próprio e independente das decisões tomadas no Brasil.

No Peru, as apurações revelaram a entrega de dezenas de milhões de dólares pela Odebrecht (atual Novonor) a campanhas eleitorais e projetos de infraestrutura do país.

O ex-presidente Alejandro Toledo (Perú Posible) (2001–2006) foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão pelo recebimento de US$ 35 milhões em propinas para favorecer a construtora na licitação da Rodovia Interoceânica. Em setembro de 2025, recebeu uma nova pena de mais de 13 anos de prisão por outro processo de corrupção envolvendo subornos. Embora sua defesa tenha apresentado pedidos relativos à sua condição de saúde na prisão, ele segue recluso na penitenciária de Barbadillo, em Lima.

Em abril de 2025, o ex-presidente Ollanta Humala (Partido Nacionalista Peruano) (2011–2016) e sua esposa, a ex-primeira-dama Nadine Heredia, foram sentenciados a 15 anos de reclusão por lavagem de dinheiro vinculada a US$ 3 milhões repassados pela empreiteira na campanha de 2011. No mesmo mês, Heredia buscou asilo diplomático no Brasil, para onde viajou em aeronave da Força Aérea Brasileira e onde passou a residir, evitando sua prisão imediata em território peruano.

O ministro Dias Toffoli, em novembro de 2025, anulou as provas da Odebrecht contra Heredia no Brasil. Já em julho de 2026, o Tribunal Constitucional do Peru anulou o processo penal movido contra Humala por entender que o recebimento de doações de campanha não era considerado crime no país na época em que ele era candidato.

Em abril de 2019, o ex-presidente Alan García (Alianza Popular Revolucionaria Americana) cometeu suicídio quando a polícia executava sua prisão preventiva por suspeita de suborno no Metrô de Lima.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.

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