Vereador Senival Moura é preso novamente em São Paulo, suspeito de envolvimento com braço do PCC nos ônibus de SP
Vereador eleito pelo PT Senival Moura Afonso Braga/CMSP A Polícia Civil de São Paulo voltou a prender na manhã desta quarta-feira (28) o vereador do PT Senival Moura, investigado por suspeita de participação em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.
Ele estava solto desde 5 de agosto, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) mandou liberar o petista, por decisão da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11.ª Câmara Criminal do TJ-SP.
O Ministério Público recorreu da soltura e Senival Moura voltou a ser detido na manhã desta sexta (28).
O g1 procurou a defesa do vereador licenciado do PT e ainda não conseguiu contato.
Senival era filiado ao PT e pediu afastamento da legenda após ser preso.
Na decisão de agosto, a magistrada havia afrimado que o prazo da prisão temporária não deveria ser de 30 dias, mas de 5 dias.
Com esse entendimento, ela determinou a soltura do investigado.
Operação mira empresa de ônibus ligada ao PCC em SP A defesa de Senival informou naquela época que o habeas corpus reconhecia a inexistência de fundamentos atuais, concretos e individualizados que justifiquem a manutenção da prisão cautelar.
Ainda de acordo com a defesa, o inquérito policial tramita desde 2022 e, durante todo esse período, Senival Pereira de Moura permaneceu à disposição das autoridades.
A nota afirma que ele manteve residência e endereço funcional conhecidos, exerceu publicamente o mandato parlamentar e não há registro de fuga, descumprimento de ordem judicial, ameaça a testemunhas, destruição de provas ou interferência nas investigações.
A nota dizia também que Senival Pereira de Moura continuará à disposição das autoridades, colaborando com o esclarecimento dos fatos e exercendo seu direito de defesa.
Segundo a investigação da Polícia, a empresa de ônibus Transunião teria sido usada para movimentar e ocultar recursos do PCC.
Os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por lavar dinheiro oriundo principalmente do tráfico de drogas.
Em junho, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em contas dos investigados, além do sequestro de imóveis, veículos e embarcações ligados ao grupo.
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