Haddad quer programa para dependentes químicos contra "novas Cracolândias"
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) elogiou o modelo de intervenção na Cracolândia , mas disse ser necessário um plano de ação para recuperação dos dependentes químicos a fim de evitar “outras Cracolândias” pela capital paulista .
Em entrevista ao Flow Podcast, nesta quarta-feira (23/9), Haddad voltou a citar o Braços Abertos, criado durante a sua gestão na Prefeitura de São Paulo, e defendeu a ideia de um programa nos mesmos moldes daquele.
O “fim da Cracolândia” é a principal bandeira da campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), principal adversário de Haddad, à reeleição .
“Muita gente ajudou para aquilo acontecer”, iniciou ele, ao afirmar que a intervenção foi resultado de uma força-tarefa esquematizada pelo Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) e contou com o apoio do governo federal.
“E foi bom.
Eu nunca critiquei.
Acontece que os dependentes estão espalhados pela cidade, inclusive fora da capital.
E não tem um trabalho de recuperação do dependente químico”.
Para justificar seu ponto, Haddad atribuiu ao tráfico o número expressivo de roubos na cidade.
“Nas marginais, se for à noite, tarde da noite, você vai ver que tem muita gente fumando crack.
E essa pessoa vai ter que, para conseguir a pedra, precisa entregar alguma coisa.
Dinheiro não tem, quebra o vidro, rouba alguma coisa e troca.
Então, se você não tiver um programa de acolhimento dessa pessoa para tirar da rua, dar o tratamento, oferecer a alternativa, nós vamos continuar com o problema do crack.
Daqui a pouco tem outras Cracolândias acontecendo na cidade e no país”.
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