Apex entra em janela de R$ 78 milhões em resgates fora da proteção judicial
A crise da Apex Partners entra nesta quarta-feira, 12, em uma nova fase.
Cerca de R$ 78,2 milhões em pedidos de resgate de fundos regulados ligados à estrutura da gestora têm datas previstas entre agora e o fim de setembro, segundo documentação apresentada pelo próprio grupo à Justiça.
A cifra chama atenção porque esses recursos não estão automaticamente protegidos pela cautelar obtida pela Apex.
Ao conceder a blindagem temporária às empresas do grupo, a Justiça deixou de fora o patrimônio segregado dos fundos de investimento, que continua submetido às regras próprias de cada veículo e à atuação de seus administradores fiduciários.
Isso significa que os R$ 78,2 milhões não podem ser tratados como uma dívida da holding Apex.
O risco está em outro lugar: saber se os fundos conseguirão gerar a liquidez necessária para atender às solicitações conforme os respectivos regulamentos.
A documentação disponível não detalha quanto do total está previsto para cada data nem quais fundos concentram os pedidos.
O teste ganha peso porque um problema de liquidez já apareceu.
Na semana passada, o BTG Pactual fechou para resgates o BRM Carbyne Crédito Estruturado, fundo gerido pela Carbyne, braço de gestão de recursos da Apex.
O banco justificou a medida pela incompatibilidade entre a liquidez da carteira e o volume de pedidos apresentados pelos cotistas.
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