Dia do Picolé: conheça o picolé que virou símbolo da Bahia
Poucas coisas conseguem despertar lembranças tão rapidamente quanto um picolé em um dia quente.
Em Salvador, o anúncio “Olha o Capelinha, aê!” é capaz de levar muita gente de volta à infância, às praias e aos passeios pelas ruas da capital baiana.Celebrado nesta quinta-feira, 14 de agosto, o Dia Nacional do Picolé ganha um significado especial para os baianos que cresceram acompanhando os tradicionais vendedores com seus isopores.Criado em 1972, o Picolé Capelinha atravessou mais de cinco décadas e acabou se tornando parte da memória afetiva de diferentes gerações.De uma mercearia para as ruas de SalvadorA história da marca começou com Seu Antônio, proprietário de uma mercearia no Alto do Peru.
A ideia surgiu a partir das frutas disponíveis no próprio estabelecimento, que passaram a ser utilizadas na produção dos primeiros picolés.No início, o produto recebeu o nome de Picolé Santo Antônio.
A mudança aconteceu quando a fabricação foi levada para o bairro de Capelinha de São Caetano.Os consumidores começaram a perguntar aos vendedores de onde vinham os picolés.
A resposta era direta: “lá da Capelinha”.
Com o tempo, o nome passou a identificar o produto e se tornou a marca conhecida até hoje.Um sabor presente na infância dos baianosCoco, amendoim, cajá, umbu, goiaba e morango estão entre os sabores que ajudaram a construir a relação do produto com os consumidores.A marca também ficou ligada a personagens que ajudaram a espalhar o tradicional grito pelas ruas e praias de Salvador.
Um deles foi Xanddy, que antes da carreira nacional como cantor chegou a trabalhar como vendedor de Capelinha.O período em que o produto ficou fora do mercado também mostrou a força da relação construída com os consumidores.
A ausência do picolé foi sentida pelos soteropolitanos e, após o retorno, a empresa iniciou uma nova fase.A marca passou por mudanças e modernizações, mas manteve a proposta de preservar a identidade que fez parte da história de Salvador.Capelinha aposta em inovação sem deixar a tradição de ladoAo longo dos anos, a empresa ampliou sua variedade de produtos.
Atualmente, são 18 sabores tradicionais de picolés, além de uma linha de sorvetes com quatro opções.A marca também passou a oferecer picolés com casquinha e incorporou o sabor pistache ao catálogo.Em 2025, durante o INDEX, realizado no Centro de Convenções de Salvador, o diretor de marketing da Capelinha, Charles Bragança, destacou a trajetória da empresa ao longo de 53 anos.“A marca existe há 53 anos e sempre prevaleceu pela qualidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.