Dívida de R$ 44 bilhões: Oi tem falência confirmada pela Justiça
A Justiça do Rio de Janeiro confirmou a falência da Oi e encerrou a segunda tentativa de recuperação judicial da companhia.
A decisão, tomada por unanimidade pela 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), restabeleceu a quebra determinada em novembro de 2025.
Os desembargadores rejeitaram recursos apresentados por Itaú e Bradesco.
Com o novo julgamento, começa o processo de organização e venda dos ativos restantes para o pagamento dos credores.
A Oi acumula mais de R$ 44 bilhões em dívidas , patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões e aproximadamente 164 mil credores, entre instituições financeiras, fornecedores, trabalhadores e mais de 4 mil micro e pequenas empresas.
Serviços não devem ser interrompidos imediatamente A falência não significa que os serviços da Oi serão desligados imediatamente.
A companhia ainda mantém contratos de conectividade com empresas, órgãos públicos e serviços de interesse social.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou que as operações essenciais deverão ser preservadas durante a transição, incluindo serviços de telefonia, números de emergência e utilidade pública, como o 190.
O Ministério das Comunicações também informou que a decisão não provoca uma interrupção automática.
Onde houver outras operadoras, empresas concorrentes poderão assumir parte das atividades.
O advogado Bruno Rezende foi nomeado administrador judicial e ficará responsável por organizar os bens, coordenar os pagamentos e acompanhar temporariamente as operações consideradas indispensáveis.
A situação preocupa trabalhadores e pequenos fornecedores.
No início de 2026, mais de 8 mil credores trabalhistas apareciam no processo.
Caixa chegou perto do esgotamento A falência foi confirmada depois de a administração judicial alertar que a Oi já não possuía recursos suficientes para manter as operações.
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