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Soldado morto em operação no ES sonhava em ser oficial da PM e formar uma família

A Gazeta (ES) ·
Soldado morto em operação no ES sonhava em ser oficial da PM e formar uma família

O soldado da Polícia Militar (PM) Paulo Henrique Carvalho Faccin, de 28 anos, morto durante uma operação realizada na tarde de sábado (15), em Cachoeiro de Itapemirim , no Sul do Espírito Santo, sonhava em se tornar oficial da corporação e construir uma família.

Durante o velório, realizado neste domingo (16), no 9º Batalhão da Polícia Militar, em Cachoeiro, um militar que se formou na mesma turma de Carvalho contou ao repórter Matheus Passos, da TV Gazeta Sul, que o colega pretendia fazer a prova para se tornar oficial da PM. Para alcançar o objetivo, ele havia retomado os estudos no mês passado.

O amigo, que preferiu não se identificar, também contou que o soldado namorava e sonhava em construir uma família.

A gente sempre falava que nosso sonho não parava por ali, que a gente buscaria coisas maiores. Essa sempre foi a vontade dele

Amigos que compareceram ao velório também destacaram o perfil dedicado do soldado. “Era um homem íntegro. Tinha uma lealdade rara. É um amigo que vou levar para sempre na vida. Era um exemplo para todos ao redor. Sempre foi muito corajoso e protetor. São as características que o definem melhor”, disse um militar, bastante emocionado.

De acordo com o comandante do 9º Batalhão da PM de Cachoeiro, tenente-coronel Nério Pereira da Silva Filho, após o velório, o corpo do soldado será levado em um caminhão do Corpo de Bombeiros até o cemitério do bairro Aeroporto. O sepultamento está previsto para as 16h.

O Governo do Estado do Espírito Santo decretou luto oficial por três dias, em sinal de pesar pelo falecimento de Paulo Henrique. A medida foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial do Estado neste domingo (16).

A morte Paulo Henrique Carvalho Faccin foi morto por um foragido da Justiça durante uma ação policial no bairro São Luiz Gonzaga, na tarde de sábado (15). Ele atuava no 9º Batalhão da PM e integrava a turma do Curso de Formação de Soldados de 2024.

Segundo a Polícia Militar, a equipe realizava um patrulhamento voltado à recaptura de Luan de Oliveira Cleto, que estava foragido do sistema prisional. Ele era procurado por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo e ainda tinha uma pena de três anos, dez meses e oito dias a cumprir.

A ocorrência teve início quando os militares localizaram o suspeito em um bar da região. Durante a abordagem, Luan reagiu e entrou em luta corporal com o soldado Carvalho. No meio da briga, o acusado conseguiu tomar a arma do militar e disparou contra a cabeça dele.

O outro integrante da equipe, soldado Grola, reagiu e baleou Luan de Oliveira Cleto, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).

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