Cheiro de recessão no ar (por Hubert Alquéres)
O slogan de Lula, “Brasil, pronto para mais”, está descolado da vida real.
Enquanto sua campanha tenta vender otimismo, anunciando um novo ciclo de prosperidade em um eventual quarto mandato, sinais de desaceleração indicam que 2027 pode ser bem menos favorável do que sugere a propaganda eleitoral.
A face mais visível e imediata do ambiente econômico turvo foi o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, uma das maiores redes de lojas do setor varejista do país.
A empresa tenta renegociar uma dívida de R$ 17,3 bilhões, em um cenário marcado por juros elevados, restrição de crédito e pressão sobre o consumo.
O caso de uma empresa, evidentemente, não permite diagnosticar o conjunto da economia.
Mas ele se soma a outros sinais de enfraquecimento da atividade e de deterioração das expectativas.
E, se é verdade que a economia se alimenta muito das expectativas, elas não são boas já para o próximo ano.
Recentemente, o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga alertou que o cenário econômico atual é muito parecido com o da pré-crise do governo Dilma Rousseff.
O pano de fundo para a deterioração das expectativas é o quadro fiscal do governo.
Já se projeta uma dívida pública de 84% ao final do ano.
Por onde se olhe, as notícias são desanimadoras.
Nas duas últimas semanas, os investidores externos retiraram cerca de R$ 18 bilhões da Bolsa brasileira, a maior evasão de capital estrangeiro desde a pandemia de 2020.
As incertezas sobre como os dois principais candidatos a presidente pretendem enfrentar o crescimento da dívida pública ajudam a aumentar a cautela dos investidores.
Ao mesmo tempo, muitas empresas já trabalham com a perspectiva de baixo crescimento em 2027.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.