Oncoclínicas (ONCO3): ação sobe 30% mesmo após prejuízo saltar; analistas têm cautela
Mesmo após o prejuízo disparar no segundo trimestre de 2026 (2T26), as ações da Oncoclínicas ( ONCO3 ) registraram forte valorização no pregão desta segunda-feira (17).
A companhia aumentou prejuízo líquido para R$ 475,7 milhões, após perda de R$ 142,3 um ano antes.
Contudo, os papéis ONCO3 fecharam em disparada de 29,87%, a R$ 1.
Na avaliação do JPMorgan, a Oncoclínicas apresentou resultados do 2T26 abaixo das expectativas.
O prejuízo ajustado por ação atribuído aos acionistas controladores foi de R$ 0,56, ante expectativa de equilíbrio, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado ficou próximo de zero, contra projeção de R$ 212 milhões.
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O principal impacto veio da queda de 33% no volume de tratamentos na comparação anual.
O desempenho contrasta com o avanço da oncologia observado em concorrentes como Rede D’Or ( RDOR3 ) e Mater Dei ( MATD3 ), que registraram tendências positivas no segmento.
Para o JPMorgan, enquanto a Oncoclínicas negocia com credores, as dificuldades para financiar a compra de medicamentos devem continuar pressionando os volumes e contribuindo para a perda de participação de mercado para empresas mais capitalizadas.
Sem novas informações sobre a reestruturação da dívida, capitalização ou eventual diluição dos acionistas, o banco espera que as ações permaneçam pressionadas e mantém a recomendação de underweight (abaixo da média, equivalente à venda).
Para o BTG Pactual, a Oncoclínicas apresentou mais um conjunto de resultados muito fraco no segundo trimestre, com nova deterioração das operações.
A receita líquida caiu 29% na comparação anual, para R$ 1,05 bilhão, principalmente em razão da falta de medicamentos, iniciada em março, que continuou pressionando os volumes de tratamentos durante o trimestre.
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